Vender o primeiro mês é fácil, vender o quarto é o ofício. Eis o que o vídeo de criador muda no cancelamento, não só nas adesões.

Dois momentos, dois vídeos diferentes

Não têm o mesmo público nem o mesmo objetivo.

O vídeo de adesão fala a quem não conhece: mostra o primeiro uso, o arranque, o primeiro benefício.

O vídeo de retenção fala a quem já paga: mostra o que ainda não usou, o que mudou desde a adesão, e o que perderia ao sair.

Um erro frequente: difundir o primeiro aos dois públicos. Um assinante que recebe um vídeo de adesão percebe que não se sabe que é cliente, e isso pesa na hora de renovar.

A transparência é um argumento comercial

É contraintuitivo, e é mensurável.

Três elementos a dizer explicitamente no vídeo.

O preço depois do período de lançamento, com a data exata da mudança.

O período de fidelização, se existir, e o que custa sair antes.

E a forma de cancelar, mostrando o caminho real, ecrã a ecrã.

Dizer como se sai aumenta as adesões, porque o receio de ficar preso é o primeiro travão da categoria. As menções aplicáveis às ofertas promocionais e às renovações automáticas verificam-se com um jurista antes da difusão.

Mostrar o valor acumulado

É o que distingue uma subscrição de uma compra, e ninguém o filma.

Quatro provas concretas, consoante o serviço.

O histórico: o que se foi constituindo ao longo dos meses e que desapareceria.

As definições: o tempo passado a personalizar, que seria preciso refazer noutro lado.

O uso acumulado: o número de vezes que o serviço serviu, comparado com o preço mensal.

E as vantagens ligadas à antiguidade, quando existem.

Um método de rodagem simples: filme a mesma pessoa em três momentos, no primeiro mês, no terceiro e no sexto. É a única série que prova a duração, e exige esperar, o que a torna rara.

O momento da pausa

É o tema que as marcas recusam abordar, e é o que mais retém.

Muita gente não quer sair, quer parar dois meses: o verão, uma mudança de casa, um orçamento apertado.

Três conteúdos úteis. Como pôr em pausa em vez de cancelar, se a opção existir. O que se conserva durante a pausa. E como voltar sem começar do zero.

Um vídeo que explica a pausa é quase sempre melhor recebido do que uma oferta de desconto, porque trata a verdadeira razão da saída.

Que dúvida o vídeo tem de levantar

DúvidaO plano que respondeDuração
O que se recebe mesmoO conteúdo de uma entrega, disposto10 s
A frequênciaDuas entregas lado a lado8 s
O cancelamentoO percurso filmado no ecrã12 s

O que mais tranquiliza neste modelo

Mostrar como se cancela. Uma subscrição cuja saída é visível contrata-se mais facilmente do que outra que esconde o botão.

O que deve aparecer no ecrã

O preço por período, a duração de fidelização, a data da primeira cobrança e as condições de cancelamento. Estas menções são reguladas, a confirmar com um jurista.

O que medir

Três números, e só um decide.

As adesões do primeiro mês dão uma indicação, não um resultado.

A taxa de conservação ao terceiro mês é o verdadeiro juiz do conteúdo.

E o motivo de saída, quando é pedido no momento certo, diz que vídeo falta.

Um prazo a respeitar: não julgue uma campanha de subscrição antes de noventa dias. Nesta categoria, um vídeo que capta muito e retém mal custa mais do que um que capta pouco, porque o custo de aquisição se paga ao longo do tempo, não no primeiro pagamento.