A época de presentes é mais longa aqui do que noutros sítios, e não para onde as equipas de marketing param as suas campanhas.

O que se decide em novembro

O calendário de produção, não o de difusão.

Filme antes de os criadores estarem todos ocupados, monte enquanto os prazos são normais, e mantenha os ficheiros prontos com vários ganchos. Em dezembro, tudo custa mais e nada se refaz.

Preveja também uma pessoa disponível entre as festas: a segunda janela não serve de nada se ninguém puder publicar.

O conteúdo que funciona antes do pico

Três vídeos, em três momentos.

A ideia, para quem não sabe o que oferecer, com três opções e a quem serve cada uma. A prova, com o produto desembrulhado e manipulado. E o prazo, que diz até quando encomendar para receber a tempo.

O terceiro falta quase sempre e é o que mais rende nos últimos dias.

O conteúdo da última semana

Já não fala do produto, fala de logística.

O que continua entregável, o que se levanta em loja, o que se oferece em forma imaterial quando já é tarde, e como embrulhar depressa. Esses vídeos são feios, úteis e muito vistos.

Nunca prometa um prazo que a logística não cumpre nessa semana: uma encomenda que chega depois da data produz um reembolso e uma avaliação negativa.

A segunda vaga

Prepara-se antes das festas, não durante.

Preveja dois vídeos programados para o período a seguir ao dia 25: um para os presentes que faltam dar, outro para quem troca ou completa o que recebeu. O tom muda: já não se vende uma surpresa, vende-se uma solução rápida.

O que não se deve datar

O ano no ecrã, uma promoção com números, uma data-limite embutida.

Esses três elementos tornam um vídeo inutilizável no ano seguinte, ao passo que o fundo não envelhece. Entregue sempre uma versão sem texto embutido: permite mudar a data até ao último momento e voltar a usá-la no próximo novembro.

Produzir em setembro

É o único momento em que tudo é possível.

Os criadores estão disponíveis, as tarifas são normais, e tem tempo de refazer um vídeo que não serve. O cenário de época faz-se muito bem em setembro: ninguém vê o que está fora do enquadramento.

O que se encomenda, e quando encomendar

O anuncianteA sua encomendaO momento útil
Um comércio de presentesO objeto e o seu embrulhoOutubro
Uma marca alimentarA mesa e a receitaNovembro
Um serviço ou uma subscriçãoA oferta explicadaNovembro

O que faz falhar uma campanha de fim de ano

A entrega tardia. Um vídeo pronto a quinze de dezembro chega depois das decisões de compra mais importantes, e o orçamento publicitário que o devia levar já está gasto.

O que se filma sem prender o vídeo a um único ano

O gesto e o produto, não a data. Um plano com um calendário visível ou uma promoção com números fica inutilizável no ano seguinte, ao passo que o mesmo vídeo sem referências se reutiliza três anos.

O que se guarda para o próximo ano

Tudo o que não nomeia nem o ano nem a festa.

O desembrulhar, a embalagem, a entrega, a reação: esses planos servem para os aniversários, para outras ocasiões e para a época seguinte. É o argumento que justifica comprar os direitos por um ano em vez de por seis semanas.