A campanha de Natal na Espanha tem uma particularidade que confunde marcas estrangeiras: ela não termina em 25 de dezembro. Os Reis Magos chegam em 6 de janeiro e uma parte importante do presente infantil se decide entre o Natal e essa data.

Quem compra não é quem usa

Em presente, o espectador do vídeo não vai usar o produto. Isso muda o roteiro inteiro: ele não busca sentir o benefício, busca a segurança de acertar. Os formatos que funcionam respondem a "será que ela vai gostar?" e "é o tamanho certo?", não a "olha como fica bem em mim".

O calendário real

Novembro é pesquisa, a primeira quinzena de dezembro é a compra principal, e de 26 de dezembro a 4 de janeiro há uma segunda onda para os Reis. Produzir só para a primeira quinzena deixa de fora uma janela inteira de vendas, que ainda por cima tem menos concorrência.

O prazo de envio é conteúdo

Um presente que chega em 7 de janeiro não serve. Um vídeo que diga com clareza até que dia dá para pedir e receber a tempo evita reclamações e, paradoxalmente, acelera decisões. É a informação mais útil que uma marca pode dar em dezembro e quase ninguém coloca em vídeo.

Embalagem e apresentação

Em presente, a embalagem pesa tanto quanto o produto. Mostre como chega, se vem apresentável, se dá para enviar direto a outro endereço sem a nota dentro. São detalhes operacionais que resolvem a dúvida real do comprador nervoso.

Gravar em outubro, com luz de inverno falsa

O conteúdo natalino é produzido em outubro, quando ainda há luz e os criadores estão livres. Grava-se em ambiente interno, com luz quente e sem exteriores reconhecíveis. Quem tenta gravar em dezembro paga tarifa de alta temporada e entrega atrasado.

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Perguntas frequentes

Quando a campanha termina?

Em 6 de janeiro, não em 25 de dezembro.

Com quem o vídeo fala?

Com quem presenteia, não com quem usa.

Que dado precisa aparecer?

O prazo final de pedido para chegar a tempo.

Quando se grava?

Em outubro, em ambiente interno.