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UGC em Portugal

UGC em Portugal: criadores e marcas, no mesmo sítio

Portugal tem orçamentos europeus, uma língua que chega a dois continentes e quase nenhuma oferta local de criadores. Este hub reúne os nossos guias para criadores portugueses e para as marcas que os contratam, da abertura de atividade e da faturação aos preços, às cidades e à diferença entre português europeu e brasileiro.

Começar por um tema

Para criadores em Portugal

Abrir atividade, faturar para que uma empresa lhe possa mesmo pagar, orçamentar as três linhas de uma proposta e encontrar os clientes que mais ninguém contacta.

Aumentar o preço não é pedir mais, é vender outra coisa

O difícil nunca é o número. É que um cliente que pagava no ano passado tem de pagar mais por aquilo que parece ser o mesmo.

Faturar a clientes estrangeiros a partir de Portugal

«Um cliente no estrangeiro» não existe. São três, e levam três faturas diferentes.

A semana em que um vídeo corre bem é a semana em que o contrato reabre

Chegam três pedidos ao mesmo tempo, e um criador contente concede-os todos numa mensagem entusiasmada antes de perceber que eram três negociações.

Em Portugal o seu preço é público

Mais cedo ou mais tarde uma marca com quem nunca trabalhou vai citar-lhe um preço que deu a outra pessoa. Porquê, e o que fazer em vez de baixar.

Trabalhar como criador UGC na Madeira e nos Açores

A sua agenda não é a limitação. A encomenda é. O que a insularidade muda no orçamento, no prazo e na filmagem.

Fazer um primeiro portefólio antes de alguém o contratar

Uma marca abre o seu melhor vídeo, vê o início, e depois desce para contar quantos mais existem. A segunda metade desta frase é o problema todo.

A única coisa que não se arranja depois

Uma imagem um pouco escura salva-se na montagem. O som de uma divisão que ressoa não, e as casas portuguesas são feitas para o produzir.

A sua melhor frase é provavelmente a terceira

É onde a pessoa se aquece, e é onde morrem bons brutos. A montagem de UGC é subtrativa, e quase todos os reflexos do programa são aditivos.

Fazer UGC sem pôr a cara

A resposta honesta não é um sim simples. Partindo do que a marca compra quando pede uma cara, vê-se o que a pode substituir e o que não pode.

Abrir atividade como criador UGC em Portugal

Os recibos verdes, o recibo que permite a uma empresa pagar-lhe, e as três decisões do dia em que abre atividade.

Que plataformas contam para o UGC em Portugal

Não é você que escolhe onde o vídeo será difundido, é a marca. O que cada destino impõe à filmagem e à montagem.

Coimbra anda com dois relógios que nunca coincidem

Um terço do público é substituído todos os setembros, e o outro grande comprador trabalha com aprovações medidas em semanas. Planear um ano aqui é escolher.

A data de filmagem é o dia em que a caixa está nas suas mãos

Metade dos atrasos deste ofício não são problemas de filmagem. O produto não tinha chegado, e ninguém tinha dito o que isso implicava.

Conseguir os primeiros clientes UGC em Portugal

Os três canais que funcionam aqui, a mensagem que obtém resposta, e o que ter pronto antes de escrever à primeira marca.

Faturar UGC em Portugal: IVA e retenção na fonte

O seu primeiro recibo verde vai pagar-lhe menos do que faturou. Não correu nada mal, e foi exatamente isto que aconteceu.

Fazer UGC em Portugal sem seguidores

A marca compra um vídeo, não uma audiência. O que substitui os seguidores, e o que um mercado pequeno como Portugal muda no arranque.

Transformar um trabalho em cliente recorrente em Portugal

O melhor momento para vender os seus três meses seguintes foi vinte minutos depois de entregar, e passou-o aliviado.

Ninguém escolheu ver, e ninguém ouve

Uma marca quer o seu vídeo no ecrã da loja. Ali são verdade três coisas que são falsas em todo o lado, e mudam a montagem.

Em agosto vai parecer que o seu negócio está a afundar

Não está. O trabalho não desapareceu, mudou de sítio, e o erro caro é aquilo que fizer na terceira semana de silêncio.

As duas piores horas para filmar em Portugal

São também as duas horas em que quase toda a gente está livre. A luz que todos aqui invejam é a que estraga as tomadas, e o conselho habitual piora tudo.

O número que importa não é o valor

É a idade. O que resulta numa fatura de três semanas falha às dez, e em Portugal o atraso pode custar mais do que o próprio atraso.

Não é preciso saber surfar para filmar marcas de surf

Ericeira, Peniche e Nazaré sustentam negócios a sério que compram vídeo. Estão cheios de imagens de ondas e falta-lhes o que vende mesmo.

A língua não é uma competência que se tem, é uma entrega que se orçamenta

Um criador português recebe quatro pedidos de língua diferentes e trata-os como um só. É por isso que tantas entregas voltam inúteis.

Contar alterações não resolve nada, nomear a causa resolve

Duas alterações pela mesma razão são um só problema. Dez por dez razões são um briefing falhado. O que se fatura é a causa, nunca o clique.

O único vídeo que faz com data de morte

Um vídeo de um imóvel morre no dia em que o imóvel se vende, e toda a gente sabe isso ao filmá-lo. Fature-o assim, ou venda antes o que sobrevive.

Direitos de utilização UGC em Portugal: o que está mesmo a vender

A mensagem que fecha nove acordos em dez nomeia um preço, uma data e um número de vídeos. Nomeia uma das quatro coisas que está a vender.

Os seus direitos de utilização cobrem o vídeo, não as pessoas nele

As condições de entrega habituais fazem prometer que tinha todas as autorizações. Quase ninguém lê essa frase, e é a que morde.

Dois clientes num dia, e o risco não é o cansaço

O perigo de encadear filmagens é os dois vídeos parecerem-se. Mesma peça de cima, mesma parede, mesma luz, e duas marcas rivais reconhecem-se.

Uma sala cheia de clientes não é um cenário

Filmar num café, numa loja ou num restaurante enquanto está aberto tem três regras, e nenhuma é sobre a câmara.

Criadores UGC no Porto

Os seus melhores clientes cá estão a quarenta minutos de carro, em pavilhões sem placa na porta.

A distância só atrapalha as filmagens que precisam de um sítio

Quase todo o trabalho de criador precisa de uma mesa, uma janela e um produto. Isso existe em todo o lado, e o que muda mesmo é mais curto do que se pensa.

Um mau cliente não custa dinheiro, custa o ano

Os sinais chegam todos nas três primeiras mensagens, antes de se combinar seja o que for. Lê-los são os dez minutos mais rentáveis deste ofício.

O Alentejo mede-se em horas de estrada, não em quilómetros

Aqui um cliente enche um dia. Só esse facto muda o que se vende: não um vídeo, um dia, e a luz aperta as horas de que dispõe.

Aveiro fotografa como um postal e paga como uma fábrica

Os canais são o que qualquer objetiva encontra primeiro. Os orçamentos estão na cerâmica, nos moldes e na eletrónica, e os dois não se cruzam.

Gaia é a vista que toda a gente filma

O postal do Porto tira-se deste lado do rio. Viver cá é ser dono da imagem que a cidade inteira quer, num sítio que ninguém nomeia.

Quanto cobrar por UGC em Portugal

O preço não é um número, são três linhas. É assim que se somam, e esta é a que quase toda a gente oferece.

A sua primeira resposta é a única amostra de trabalho que eles têm

Uma marca que escolhe entre cinco criadores ainda não tem nenhuma entrega para julgar. Tem uma mensagem, e quase todos os criadores enviam a mesma.

Criadores UGC em Lisboa

Metade dos clientes que o vão contratar em Lisboa vão fazer o briefing em inglês. Conte com isso antes de contar com o resto.

O protagonista do seu vídeo não sabe ler o briefing

Qualquer outra filmagem tem alguém a quem pedir outra tomada. Aqui o ator principal é um cão que decidiu que a sessão acabou, e o relógio é seu.

A quarenta minutos de Lisboa, e espremido dos dois lados

Estar perto da capital parece uma vantagem. Na prática um pede desconto porque não está lá, e o outro acha as suas tabelas demasiado lisboetas.

Braga, onde o espectador que interessa é um candidato

O dinheiro aqui não está nas marcas de consumo. Está em empresas que vendem a outras empresas e que recrutam, e isso muda quase tudo.

Trabalhar como criador UGC no Algarve

O seu primeiro cliente aqui talvez não fale português consigo, e a região é mais comprida do que sugere a frase «cubro o Algarve».

Para marcas em Portugal

Perceber o que desencadeia uma compra cá, que setores compram, e o que fazer com o material brasileiro que já tem.

Mostre demais e substituiu a visita

Museus, visitas e monumentos vendem descoberta. Cada plano que revela torna o bilhete menos necessário, e ninguém planeia isso.

UGC para turismo e hotelaria em Portugal

O vídeo que enche os seus quartos em agosto filma-se em março. A maioria dos estabelecimentos encomenda-o em junho.

Quase todos os briefings de UGC são um moodboard e um prazo

Um briefing não é inspiração. É a lista de decisões que já tomou, e seis linhas carregam quase todas.

Feito em Portugal fala de uma sala que o comprador nunca vai ver

Sapatos e roupa saem do Norte para compradores que nunca verão a fábrica. O vídeo que sustenta a etiqueta não é o que se costuma encomendar.

O mesmo sérum, dois compradores, uma só campanha que resulta

Em Portugal uma marca de cuidado chega à mesma cara por duas vias que não se parecem. O conteúdo que vende ao balcão falha na prateleira.

A Ibéria é um mercado logístico e dois mercados de conteúdo

As marcas espanholas atravessam a fronteira todas as semanas e tratam Portugal como uma região. O plano viaja, o conteúdo não, e os números dizem-no.

Ninguém compra uma secretária, compra-se um dia

Um coworking concorre com um café e com a mesa da cozinha. Fotografias de secretárias bonitas perdem essa luta, e três perguntas nunca filmadas decidem-na.

O seu comprador ainda não está no país

Escolas de línguas e serviços de instalação filmam para quem está a decidir se vem. Isso inverte o trabalho do vídeo, e quase ninguém o ajusta.

O briefing diz: mostre como o serviço funciona

Não há nada para mostrar. Só esse facto explica porque é que o UGC de serviços acaba em explicação, e porque é que a explicação não resulta.

O vídeo é seu, a caixa de comentários não

Pagou o vídeo, ele passa na conta de outra pessoa, e é aí que o seu produto é julgado. Decida quem responde antes de publicar, não depois.

O seu comprador é um departamento de compras noutro país

Ninguém compra por impulso na exportação industrial. O vídeo que resulta não é o que vende, é o que um comercial consegue reencaminhar.

O mercado do UGC em Portugal

Um mercado pequeno com orçamentos europeus, uma língua que chega a dois continentes e quase nenhuma oferta local.

Uma licença acaba, um ficheiro não

Nada numa conta publicitária, num site ou numa apresentação comercial para sozinho na data combinada, e quase ninguém aponta essa data.

Português europeu ou brasileiro para o seu UGC

Uma só palavra pode afundar uma campanha. Rapariga quer dizer moça em Lisboa e outra coisa em São Paulo, e nenhum tradutor o avisa.

Cá ninguém tem marketing no cargo

Quem encomenda o vídeo também trata das faturas, do fornecedor e do site. É o caso normal em Portugal, e muda a forma de produzir conteúdo.

UGC para marcas de comércio eletrónico portuguesas

Abra as suas encomendas e ordene por país. Na maioria das marcas portuguesas a primeira linha não é Portugal, e isso muda todos os seus briefings.

O terceiro aprovador custa uma semana e não melhora nada

Duas pessoas a ver um vídeo produzem uma decisão. Três produzem uma negociação, e a semana extra compra uma versão que ninguém prefere.

UGC para startups em Portugal

O vídeo chega seis semanas depois do briefing. Entretanto lançou quatro versões e mudou o nome a uma funcionalidade. O vídeo está bom, e já está desatualizado.

Saudade é uma palavra linda e um briefing mau

Os portugueses lá fora não são um mercado, e a metade que tem o cartão não é aquela com quem a sua campanha nostálgica está a falar.

Já pagou para ele aprender o produto

Parte da primeira fatura foi um desconhecido a perceber o que o seu produto faz. Esse custo não se paga duas vezes, e quase todas as marcas pagam sempre.

Quando a matéria é o argumento, o vídeo substitui a mão

Cortiça, cerâmica e azulejo compram-se ao toque. Online ninguém toca, e isso muda o que a câmara tem de gravar e quem a deve segurar.

O único setor em que um bom vídeo pode fazer mal a alguém

As clínicas privadas compram muito vídeo em Portugal, boa parte para pacientes estrangeiros. Quase todos os briefings partem do resultado, e é aí o erro.

O único espectador que conta está a quinze minutos a pé

Um vídeo de restaurante visto cinquenta mil vezes longe vale menos do que um visto trezentas vezes ao lado. Isso muda tudo o que há para filmar.

Um residente compra cinquenta vezes, um turista compra uma

Boa parte da despesa cá vem de gente que mora em Cascais e não fala português. Quase todo o conteúdo local aponta ao outro grupo.

O seu teste A/B não lhe está a dizer nada

Um teste comparativo precisa de conversões, não de visualizações. Com volumes portugueses, a diferença entre dois vídeos costuma ser ruído.

Quando não comprar UGC

Esta é uma página de um marketplace de UGC a dizer-lhe quando não o comprar. Há três situações em que o formato rende pouco, e comprá-lo à mesma é como uma marca conclui que não funciona.

Quem contrata criadores UGC em Portugal

A maioria das empresas portuguesas acha que vídeo de criador é coisa do comércio eletrónico de beleza. É por isso que meia economia nunca compra.

Contratar criadores UGC em Portugal: guia para marcas estrangeiras

Mesmo fuso que Londres, mesma moeda que Paris, mesmo mercado único que ambos. Não é deslocalizar, e tratá-lo como decisão de custo escolhe a pessoa errada.

Vinho e alimentar portugueses lá fora: o problema do nome

Alguém bebeu o seu vinho na terça, gostou, e na sexta não soube nomeá-lo. É esse todo o problema da exportação.

Em Portugal o seu vídeo compete com o calendário

Uma cliente de pé no corredor com o telemóvel na mão não está a decidir se quer o seu produto. Está a decidir se é esta a semana de o comprar.

Perguntas frequentes

Portugal é um mercado pequeno demais?+

É pequeno em volume e leve em concorrência. Uma marca custa-lhe muitas vezes encontrar três criadores adequados, por isso um perfil completo com preço visível chega para entrar na lista curta.

É preciso abrir atividade para trabalhar como criador?+

Para faturar a empresas, sim. Uma marca não pode pagar a quem não consegue emitir um recibo verde, porque sem ele a despesa não pode ser registada.

Pode reaproveitar-se vídeo brasileiro em Portugal?+

Vai ser percebido e vai soar importado. O sotaque ouve-se em cerca de um segundo, muito antes de qualquer legenda ser lida, e isso chega para o vídeo não converter.

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