Três vídeos em três semanas valem mais para uma marca do que três entregues de uma vez. Eis como propor e como cobrar.
Porque é que a marca prefere a série
Três razões, e nenhuma é o desconto.
A regularidade: três saídas espaçadas ocupam três semanas de calendário, o que uma entrega agrupada não faz.
A aprendizagem: a marca vê o que agarra antes de gastar em difusão, e depois põe o orçamento atrás da peça certa.
E a coerência: mesma cara, mesma luz, mesma voz. O público reconhece, e o reconhecimento vale mais do que uma novidade por semana.
As séries que se vendem sozinhas
Quatro formatos, comprovados.
A objeção tratada: uma objeção por vídeo, três objeções, três peças.
O uso ao longo do tempo: primeiro dia, segunda semana, segundo mês. É a série mais difícil de copiar, porque exige esperar.
A declinação por público: a mesma promessa contada para três situações diferentes.
E a série de época: antes, durante, depois de um momento que conta no país.
Como propor
Três elementos na mensagem, e mais nada.
O calendário exato: as três datas de entrega e as três datas de publicação aconselhadas.
O que contém cada peça, uma linha cada, com a variável que muda.
E a cláusula de remarcação: o que acontece se a marca quiser mudar uma data.
Uma regra que poupa muitas discussões: proponha a série como o formato normal e o vídeo isolado como exceção. A ordem de apresentação decide metade das respostas.
Como faturar
Quatro pontos, a escrever antes de começar.
Um preço por peça, não um pacote global: permite parar de forma limpa depois da segunda se o orçamento mudar.
Um sinal na encomenda, e depois um pagamento em cada entrega aceite.
Uma data de revisão se a série se estender por vários meses, porque um valor acordado no início da série não representa o mesmo no fim.
E os direitos de uso definidos peça a peça, com a sua duração. A série não equivale a cessão ilimitada.
O regime fiscal aplicável a este tipo de faturação faseada verifica-se com um contabilista antes da primeira fatura.
O que muda uma série face a um vídeo
| Elemento | Um vídeo | Uma série de cinco |
|---|---|---|
| Preço unitário | Tarifa cheia | Reduzida, com volume garantido |
| Tempo de preparação | Completo de cada vez | Uma só vez |
| Cenário e luz | Remontados a cada filmagem | Montados uma vez |
| Margem do criador | Mais baixa | Mais alta |
O que se propõe para transformar uma encomenda única
O mesmo produto declinado em cinco usos, ou cinco produtos filmados no mesmo dia no mesmo cenário. O cliente ganha um ritmo, o criador um dia cheio.
O que se põe por escrito numa oferta de série
O número de vídeos, a data de cada entrega, o número de retoques por vídeo e o que acontece se o cliente interromper a série a meio.
O acompanhamento é a sua vantagem
É o que o mantém no lugar quando aparece um criador mais barato.
Três gestos, dez minutos cada.
Depois da primeira peça, envie o que leu nos comentários, sem comentário seu.
Depois da segunda, envie a lista das perguntas que ficaram sem resposta.
Depois da terceira, proponha a continuação com uma única ideia precisa, tirada do que foi observado.
Uma marca não troca um criador que lhe traz informação que não tem. Troca um criador que entrega ficheiros.



