O vídeo chega em cinco dias e vai ao ar cinco semanas depois. O gargalo quase nunca é o criador, é a rodada interna de aprovação, e costuma custar mais que a produção inteira.

As rodadas que custam mais que o vídeo

Cada volta soma dias e, principalmente, tira credibilidade. A primeira correção resolve algo real. A segunda suaviza. A terceira transforma uma frase humana em slogan. No fim você tem um anúncio de agência gravado no celular, o pior dos dois mundos, e atrasado.

Quem deve realmente aprovar

Uma única pessoa com a decisão final e, se o produto for regulado, alguém do jurídico apenas sobre o que se afirma. Mais ninguém. Em muitas pequenas empresas espanholas o fundador aprova tudo por hábito, o que funciona até chegarem oito vídeos por mês. Daí em diante é delegar ou aceitar o atraso.

A regra dos dois dias

Todo mundo com voz comenta em até 48 horas depois da entrega, por escrito, em um único tópico. Silêncio é aprovação. Parece duro e é a única coisa que corta a deriva. Escreva no processo antes da primeira entrega, não durante a primeira discussão.

O que se corrige e o que não

Corrige: um dado errado, uma afirmação insustentável, um produto mal mostrado. Não corrige: o sotaque, um gesto estranho, um enquadramento levemente torto. Essas imperfeições são justamente o que impede o espectador de ler aquilo como publicidade.

O briefing evita metade das rodadas

A maioria das correções são desejos que ninguém escreveu antes de gravar. Um briefing com três frases obrigatórias, três proibidas e uma referência visual elimina quase todas. Corrigir no briefing é de graça, corrigir na edição não é.

Para continuar lendo

Encontre criadores e encurte o ciclo →


Perguntas frequentes

Quantas rodadas de revisão são saudáveis?

Uma, duas no máximo.

Quem deve aprovar?

Uma pessoa, mais o jurídico se o produto for regulado.

E se ninguém responder?

Silêncio vale aprovação em 48 horas.

Corrijo o sotaque do criador?

Não, ele faz parte da credibilidade.