Estação seca, estação verde e os picos comerciais, e quando encomendar as criatividades para as ter a tempo.
As duas estações
Dois períodos, com necessidades de conteúdo opostas.
Estação seca
É a estação das deslocações, das atividades ao ar livre e dos visitantes.
Quatro categorias concentram a procura: o que protege do sol, o que acompanha uma viagem, o que se consome lá fora, e o que equipa uma casa aberta.
Uma restrição de produção: a luz é dura entre as dez e as quinze horas. As melhores janelas são a primeira hora depois do nascer do sol e a última antes do pôr do sol.
Estação verde
É a estação dos interiores, da manutenção e da preparação.
Quatro categorias assumem o comando: o que seca, o que protege da humidade, o que se faz em casa, e o que se repara antes da estação seguinte.
Uma restrição de produção, e uma vantagem: os aguaceiros são regulares e muitas vezes previsíveis ao longo do dia, o que permite planear uma rodagem exterior de manhã e uma interior à tarde.
A regra das seis semanas
É o desfasamento entre a encomenda e a difusão, e não se comprime.
Seis semanas decompõem-se assim: uma semana para o briefing e a seleção, uma para o envio do produto, uma para a rodagem, uma para a montagem e as correções, e duas para a validação e a colocação em linha.
Duas consequências.
O que tem de sair em dezembro encomenda-se em outubro, não em novembro.
E o que depende do tempo exige mais uma semana de margem, porque um aguaceiro desloca uma rodagem exterior um dia, por vezes dois.
O ano comercial
Quatro picos, e não seguem o calendário importado.
O início do ano escolar, que não acontece ao mesmo tempo que noutros sítios e que estrutura as compras familiares.
A época alta turística, que sustenta grande parte do comércio local.
As festas de fim de ano, com um pico de compras concentrado em poucos dias.
E o período seguinte, mais calmo, em que os preços de difusão descem e quase ninguém publica.
Uma nota de método: o calendário comercial vindo do estrangeiro chega muitas vezes desfasado, e uma campanha decalcada da de outro país falha a janela local por duas a quatro semanas.
O que filmar em cada janela
Três princípios, e poupam metade do orçamento.
Filme a estação em curso enquanto acontece, nunca reconstituída: um aguaceiro simulado nota-se, e uma luz de estação seca em plena estação verde também.
Filme duas estações numa sessão quando o produto o permite: mesma pessoa, mesmo produto, dois vestuários, dois cenários, dois ambientes.
E guarde uma versão sem referência sazonal, utilizável todo o ano, que serve de recurso quando um calendário desliza.
O que se planeia em doze semanas
| Ritmo | O que se produz | Tempo por semana |
|---|---|---|
| Um dia de filmagem por mês | Seis a oito vídeos | Seis horas |
| Uma montagem por semana | Duas versões | Três horas |
| Uma ronda de contacto por semana | Dez contactos | Uma hora |
O que se ajusta às estações locais
A estação das chuvas limita as filmagens no exterior, a época alta turística enche as agendas, e o fim de ano concentra as encomendas. Um calendário que ignora estes três factos não aguenta.
O que se guarda de reserva
Dois vídeos sem cenário datado, sem tempo meteorológico e sem preço. Cobrem a semana em que um cliente cancela, e evitam uma semana sem publicação.
Como planear um ano numa tarde
Quatro etapas, por esta ordem.
Ponha os quatro picos comerciais ao longo de doze meses, com as datas reais.
Recue seis semanas em cada pico: são as suas datas de encomenda.
Agrupe as rodagens por estação, não por produto: duas sessões por estação chegam muitas vezes.
E bloqueie essas datas num calendário partilhado com os seus criadores, com os envios de produtos marcados uma semana antes de cada sessão.
Um último ponto, válido para todas as campanhas: a menção publicitária é devida assim que há contrapartida, e as afirmações sobre um produto alimentar, cosmético ou turístico obedecem a regras precisas, a verificar com um jurista e junto das autoridades competentes antes da difusão.



