O guia prático de quem compra: onde procurar, o que verificar num perfil, como escrever o briefing, como escolher e como pagar.

As três vias possíveis

Uma plataforma, onde escolhe você e encomenda diretamente. Uma agência, que produz e pilota no seu lugar. Um freelance encontrado em direto, mais barato na aparência mas mais caro em tempo. A escolha depende sobretudo de quantos vídeos quer testar e do tempo interno que lhe pode dedicar.

O que verificar num perfil

Sete elementos, em três minutos.

Três exemplos da sua categoria, não dez de todas.

O som dos exemplos, ouvido com auscultadores.

A língua falada e o país.

O cenário, coerente com o seu produto.

O prazo anunciado.

Os preços visíveis e o que incluem.

E as avaliações de clientes anteriores, se a plataforma as mostrar.

O que nada diz sobre a qualidade

Seis elementos muitas vezes sobrevalorizados.

O número de seguidores.

O número de vídeos publicados.

A antiguidade da conta.

Uma montagem muito trabalhada.

Uma biografia entusiasta.

E uma resposta instantânea às mensagens.

Quantos criadores para um primeiro teste

Três, nunca um só. Um só criador nada lhe ensina: se o vídeo não funcionar, não saberá se foi o criador, o ângulo ou o produto. Três criadores diferentes sobre três ângulos diferentes, com o mesmo orçamento de difusão, produzem uma resposta utilizável.

O que escrever no briefing

Sete blocos, uma página no máximo.

O objetivo e a plataforma de difusão.

O produto e a mensagem principal.

Três ideias de gancho, dadas como pistas.

Os planos obrigatórios.

O que é proibido dizer.

O formato, a duração e o número de entregáveis.

E os direitos de uso, com a sua duração.

O que não pôr num briefing

Seis elementos que fazem perder tempo.

Um guião palavra a palavra.

Dez páginas de manual de marca.

Uma lista de referências visuais contraditórias.

Um tom imposto sem exemplo.

Uma duração irrealista.

E um pedido de validação por cinco pessoas.

Como comparar várias candidaturas

Sete critérios, avaliados depressa.

A pertinência dos exemplos fornecidos.

A clareza da resposta ao briefing.

O prazo proposto.

O preço, com direitos incluídos ou não.

A língua e o país.

A capacidade de entregar vários formatos.

E a precisão das perguntas feitas.

As perguntas a fazer antes de encomendar

Sete perguntas, numa mensagem.

Já filmou este tipo de produto.

Qual é o seu prazo atual.

Quantas alterações estão incluídas.

Os direitos publicitários estão compreendidos.

Por que duração e que territórios.

Entrega vários formatos.

E consegue fornecer uma variante de gancho.

Como estruturar a encomenda

Seis elementos, escritos antes da rodagem.

O número de entregáveis.

O formato e a duração.

A data de entrega.

O número de alterações incluídas.

O preço, e o que cobre.

E os direitos, com uma data de fim.

Como deve funcionar o pagamento

A marca paga na encomenda, mas os fundos não vão de imediato para o criador: são libertados na validação da entrega. Isso protege os dois lados, e evita a negociação mais penosa da profissão, a de discutir um pagamento com o trabalho já feito.

O que verificar na receção

Sete controlos antes de validar.

O briefing é respeitado, ponto por ponto.

O som ouve-se com auscultadores.

O gancho funciona sem o som.

Nenhuma afirmação proibida aparece.

Os formatos pedidos foram entregues.

A duração respeita a encomenda.

E o nome dos ficheiros segue a sua convenção.

Os erros de recrutamento, e os sinais a ler

Sete erros frequentes.

Escolher pelo número de seguidores.

Encomendar um só vídeo.

Escrever um briefing de dez páginas.

Esquecer os direitos publicitários.

Negociar o preço antes de ver um exemplo.

Mudar de ideias depois de validar.

E julgar a peça pelas visualizações.

O que pedir na primeira mensagem

Seis elementos, em seis linhas.

O produto preciso que quer filmar.

O formato e a duração esperados.

A data de entrega visada.

Os direitos pretendidos, com a sua duração.

O orçamento por vídeo.

E uma pergunta sobre a disponibilidade dele.

Como manter um bom criador

Seis gestos simples.

Validar depressa.

Pagar sem atraso.

Dar um retorno preciso e com marca de tempo.

Voltar a encomendar à mesma pessoa.

Avisar dos próximos lançamentos.

E subir ligeiramente o preço na terceira encomenda.

Quando passar por uma agência

Seis situações que o justificam.

Um volume superior a vinte vídeos por mês.

Vários mercados em simultâneo.

Uma necessidade de estratégia, não só de produção.

Uma equipa interna reduzida.

Limitações regulamentares pesadas.

E uma necessidade de pilotar a difusão.

Os sinais de um criador fiável

Sete indícios, visíveis antes da encomenda.

Faz duas ou três perguntas precisas sobre o briefing.

Anuncia um prazo realista, não imediato.

Indica o que não faz.

Os seus exemplos têm um som limpo.

Os seus preços incluem uma duração de direitos escrita.

Propõe um formato adicional por iniciativa própria.

E responde dentro do dia, sem insistência.

Os sinais que devem fazer hesitar

Seis comportamentos a observar.

Um preço muito abaixo do mercado.

Uma promessa de resultado com números.

Uma recusa em escrever os direitos.

Um portefólio sem exemplos da sua categoria.

Uma disponibilidade imediata permanente.

E uma insistência para sair da plataforma.

Como organizar um teste em três mercados

Sete etapas.

Escrever um briefing único, traduzido e não reescrito.

Escolher um criador por mercado, não três num só.

Adaptar os preços visíveis à moeda local.

Verificar as menções obrigatórias de cada país.

Difundir com o mesmo orçamento por mercado.

Comparar o custo de aquisição, não o número de visualizações.

E ficar com o mercado que responde, não com o que agrada.

O que preparar internamente

Seis elementos antes da primeira encomenda.

A pessoa que valida, com o seu prazo.

A página de chegada, testada no telemóvel.

A tabela de acompanhamento das peças.

A convenção de nomes dos ficheiros.

A lista de frases proibidas.

E o orçamento de difusão, decidido com antecedência.

Como reutilizar um bom vídeo

Seis formas de o fazer durar.

Recortá-lo para cada plataforma.

Extrair um gancho para um formato curto.

Acrescentar legendas noutra língua.

Usá-lo na ficha de produto.

Renovar a licença antes do prazo.

E encomendar uma variante ao mesmo criador.

Por onde começar hoje

Sete ações, por ordem.

Decidir o orçamento de difusão ao longo de quatro semanas.

Deduzir daí o número de vídeos.

Escrever um briefing de uma página.

Filtrar três criadores por categoria e língua.

Encomendar incluindo os direitos.

Difundir com orçamento igual.

E não mudar nada durante duas semanas.

Onde procurar, e o que se encontra

CanalO que dáO seu limite
Uma plataformaPerfis filtráveis por cidade e formatoÉ preciso saber o que se procura
Uma pesquisa por palavra-chavePerfis já ativos no temaA triagem leva tempo
Uma recomendaçãoUm perfil já testadoPouco volume

O que se olha antes de escrever

Um vídeo inteiro, não uma miniatura. O som, a luz e o ritmo julgam-se em trinta segundos, e é o que melhor prevê a qualidade da entrega futura.

O que faz um perfil responder

Uma mensagem que nomeia o produto, o uso previsto, o orçamento e o prazo. Os pedidos sem orçamento ficam sem resposta, seja qual for a notoriedade da marca que escreve.

O que a plataforma traz

Na UGC MATCH, a inscrição é gratuita e sem assinatura: os criadores definem os seus próprios pacotes, filtra por categoria, língua e país, e a encomenda guarda o rasto do briefing e da entrega. A marca paga na encomenda, os fundos não são libertados de imediato, e o pagamento sai na validação. A plataforma retém 10% do preço do lado do criador, que fica com 90%, e cobra à marca uma taxa de serviço de 6%, com um mínimo de 1,50 EUR.

Uma última referência: o melhor criador para a sua marca não é o mais visível, é aquele de quem já viu três vídeos parecidos com o que quer.

Fontes

Verificado em 4 de setembro de 2026. Limites e alíquotas mudam: se este guia e a fonte oficial divergirem, vale a fonte oficial.