Bariloche tem algo que quase nenhuma cidade argentina tem: duas altas temporadas por ano e clientes que recebem em dólares. Para um criador local isso significa que dá para faturar o ano inteiro, se organizar o calendário em vez de esperar a neve.
Duas temporadas, dois produtos diferentes
O inverno vende esqui, hospedagem e equipamento. O verão vende lago, trilha, bicicleta e gastronomia. São públicos diferentes e cada um se grava na sua estação, não se recicla imagem de julho em janeiro. O que se faz é usar cada temporada para produzir o material da venda seguinte.
Os meses mortos são os meses de venda
Maio e novembro não têm turistas, e é justamente aí que hotéis e agências decidem o que vão comunicar. É a hora de prospectar, não em plena temporada quando ninguém atende o telefone porque o lugar está lotado.
Alimentos artesanais, a carteira estável
Chocolates, cervejas, defumados, doces. Marcas pequenas que vendem a turistas e enviam para o resto do país. São o cliente ideal: produto fotogênico, ticket baixo mas recorrente, e necessidade constante de conteúdo novo porque vendem pelas redes.
O cliente estrangeiro muda a tarifa
Com visitantes do Brasil, do Chile, dos Estados Unidos e da Europa, muitas hospedagens querem conteúdo em mais de um idioma ou pelo menos legendado. Oferecer legendas em inglês e português como extra pago é uma das formas mais simples de aumentar o valor de cada entrega aqui.
Filmar a paisagem não basta
O erro clássico é entregar planos do lago que qualquer um consegue fazer. O que se paga é o detalhe operacional: como é o quarto, como se chega, quanto se caminha, se há espaço para as malas. A paisagem decide o interesse, a informação decide a reserva.
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Perguntas frequentes
Quando prospectar?
Em maio e novembro, fora de temporada.
Que clientes são mais estáveis?
Os alimentos artesanais locais.
Saber idiomas ajuda?
Ajuda, as legendas se cobram à parte.
A paisagem basta?
Não, é preciso informação prática.



