O storytime segura atenção onde nenhum outro formato consegue, porque o espectador fica para saber como termina. O problema é que a maioria usa mal: conta uma história longa e enfia o produto no fim como se ninguém fosse perceber.

A história precisa ser verdadeira

Não precisa ser dramática, precisa ser real. Um pedido que chegou quebrado, uma mudança, uma viagem que deu errado, um presente que não agradou. Histórias inventadas são detectadas porque faltam os detalhes estranhos que a vida tem, e esses detalhes são justamente o que faz assistir até o fim.

O produto entra no meio, não no fim

Se aparece só no segundo quarenta, o espectador sente a mudança de tom e sai. O que funciona é o produto fazer parte da história desde o começo, mesmo sem ser nomeado. É a diferença entre uma história com um produto dentro e um anúncio com uma história na frente.

Os primeiros três segundos

O storytime precisa de uma abertura que prometa um final: "isso aconteceu porque eu não li o aviso", "quase perdi o maior pedido do ano". Sem essa promessa, não há motivo para ficar. É a parte que mais se regrava e a que mais define o resultado.

Duração e ritmo

De quarenta a noventa segundos. É o único formato em que a duração longa se justifica, porque quem assiste tem motivo para continuar. Mas cada frase precisa avançar a história: se uma pode ser tirada sem perder nada, tire.

O que pedir à marca

Espaço para contar. Um storytime com quinze frases obrigatórias não é um storytime. Se a marca precisa mencionar cinco características, ofereça outro formato e guarde o storytime para a mensagem que consegue viver dentro de uma história.

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Perguntas frequentes

A história pode ser inventada?

Não, a falta de detalhes reais entrega.

Quando o produto aparece?

No meio, fazendo parte da história.

Quanto pode durar?

De quarenta a noventa segundos.

E se a marca pedir muitas frases?

Ofereça outro formato, não cabem na história.