Quando o produto é chato, o formato três razões salva o trabalho. Um parafuso, um seguro, um esfregão: não há emoção possível, mas há três motivos concretos pelos quais alguém compra. O erro é transformar isso numa lista lida.

A estrutura

Uma frase de abertura anunciando o número, três blocos de cinco a oito segundos e um fechamento curto. Nada mais. Cada bloco precisa da própria imagem, não do mesmo plano com voz por cima. Se as três razões parecem iguais, o espectador sente que já viu o vídeo inteiro na segunda.

Que sejam razões, não características

"Tem 5000 mAh" é característica. "Aguenta um fim de semana sem carregador" é razão. Traduzir a ficha técnica para a vida cotidiana é o trabalho real desse formato, e é o que as marcas não sabem fazer sozinhas.

A ordem importa

A razão mais forte vem primeiro, não por último. Nas redes ninguém espera o final para descobrir o melhor. A segunda é a mais prática e a terceira pode ser a mais pessoal ou a mais divertida. Guardar o melhor para o fim é reflexo de televisão que não se aplica aqui.

Enumerar sem soar a lista

Evite "ponto um, ponto dois". Use transições faladas naturais: "e o que eu não esperava", "além disso", "e é por isso que eu compraria de novo". A estrutura continua lá, só deixa de ser ouvida, que é exatamente o objetivo.

Variantes fáceis de vender

O mesmo corpo serve para três razões para comprar, três coisas que eu não sabia, três erros que cometi. Oferecer essas variantes no mesmo trabalho aumenta seu valor sem aumentar a gravação, porque você grava uma vez e troca as aberturas.

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Perguntas frequentes

Quanto dura cada bloco?

De cinco a oito segundos.

Onde vai a melhor razão?

Primeiro, nunca por último.

Características ou razões?

Razões, traduzidas para a vida real.

Posso reaproveitar o corpo?

Pode, trocando só a abertura.