Quando um cliente pede um vídeo em francês, ele está na verdade pedindo uma de duas coisas muito diferentes, e quase nunca diz qual. Entregar a errada custa uma regravação completa.

Dois pedidos por trás da mesma palavra

O francês quebequense fala com o mercado daqui: vocabulário, referências e sotaque local. O francês internacional mira um público francófono amplo, muitas vezes para formação, software ou exportação. São duas entregas distintas, não dois níveis de qualidade.

A pergunta a fazer antes de gravar

Uma só basta: onde este vídeo vai ser veiculado? Se a resposta é Quebec, grava-se em quebequense. Se é França, África francófona ou um público misto, neutraliza-se. Se o cliente hesita, é porque não decidiu, e este é o momento de resolver, não depois da edição.

Neutralizar não é apagar o sotaque

Não se pede a ninguém que mude a voz. Tiram-se as expressões e referências demasiado locais, reduz-se um pouco o ritmo e escolhem-se palavras compreendidas em todo lugar. Um criador quebequense que neutraliza bem continua perfeitamente natural: muda de registro, não de identidade.

Isso se cobra

Escrever uma versão neutra exige trabalho real de roteiro: releitura, substituição de termos, às vezes uma segunda tomada. É uma linha do orçamento, não um favor. Muitos criadores dão de graça na primeira vez e se arrependem na terceira.

A vantagem de saber fazer as duas

Um criador capaz de entregar a versão quebequense e a internacional do mesmo conteúdo vende dois arquivos em vez de um, e vira a escolha óbvia para uma marca que vende em Quebec e fora. É a dupla competência mais rentável deste mercado.

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Perguntas frequentes

Que pergunta faço ao cliente?

Onde o vídeo vai ser veiculado.

Neutralizar é perder o sotaque?

Não, é mudar de registro.

A versão neutra se cobra?

Cobra, é trabalho real de roteiro.

Dá para entregar as duas?

Dá, e é a oferta mais rentável aqui.