O que seguir, porque é que a atribuição mente, e os três números que dizem se o conteúdo pagou o seu custo.

Os três números que contam

Chegam para decidir, e todos os outros são diagnóstico.

O custo por compra atribuído ao vídeo, comparado com o das outras peças no mesmo período e com o mesmo orçamento.

A taxa de conversão da página para onde o vídeo envia, antes e depois da publicação.

E o volume de contactos diretos, medido como acima.

Uma regra que evita enganos: compare sempre a orçamento igual e sobre a mesma duração. Um vídeo que recebe três vezes mais dinheiro obtém mecanicamente melhores números.

Porque é que a atribuição mente

Três razões, e ali acumulam-se mais do que noutros lados.

Uma parte do público recusa o rastreio, e essas pessoas compram na mesma: aparecem como tráfego direto, sem origem.

A partilha faz-se muitas vezes em privado, numa conversa, o que corta qualquer ligação ao vídeo de origem.

E a loja física continua muito presente: um vídeo visto de manhã pode produzir uma compra ao balcão à tarde, que nada ligará alguma vez à campanha.

Consequência prática: deixe de procurar precisão, procure direção. Uma medida imperfeita mas constante vale mais do que um modelo sofisticado que muda todos os trimestres.

O custo que ninguém conta

Quatro rubricas, invisíveis no orçamento e bem reais no resultado.

O tempo interno de coordenação: procura, trocas, envio do produto, validação.

O custo dos retoques não previstos.

O orçamento de media necessário para que o vídeo exista: uma boa peça sem difusão nada prova.

E o custo de oportunidade do atraso: um vídeo entregue três semanas tarde falha a janela para que tinha sido encomendado.

Junte estas quatro rubricas ao preço pago ao criador e obterá o custo real do seu conteúdo, muitas vezes o dobro do valor faturado.

Como saber se um vídeo preciso funciona

Três condições, sem as quais o teste nada diz.

Um orçamento idêntico para cada variante, sobre a mesma audiência, na mesma semana.

Uma só diferença entre as versões: o gancho, ou o formato, ou a pessoa, nunca os três ao mesmo tempo.

E uma duração suficiente: duas semanas no mínimo, porque uma variante pode dominar três dias e depois desabar.

O que se observa, e em que momento

IndicadorO que dizQuando
Visualização aos três segundosSe o gancho aguentaA partir de 1000 visualizações
Visualização completaSe a montagem aguentaÀs 5000 visualizações
Clique para a fichaSe a promessa é claraAo fim de dois dias
CompraSe o produto acompanhaAo fim de uma semana

O que falseia a leitura

Comparar dois vídeos com orçamentos diferentes, ou tirar uma conclusão de um fim de semana. Um teste lê-se em sete dias inteiros, com o mesmo orçamento de cada lado.

O que se faz com cada segmento fraco

Um gancho fraco substitui-se, um meio fraco encurta-se, um fim fraco reescreve-se. Uma só parte não condena o vídeo inteiro.

O que anotar de cada vez

Cinco linhas numa tabela, preenchidas no próprio dia.

A data de publicação e a data de paragem.

O orçamento investido.

O gancho utilizado, numa frase.

O resultado nos três números do início.

E uma observação livre: o que reparou, nos comentários ou nas chamadas.

Ao fim de dez linhas, essa tabela dir-lhe-á o que nenhuma ferramenta dirá: que tipo de vídeo funciona no seu produto, com que perfil, em que período. É essa acumulação, e não um relatório automático, que faz baixar o custo de aquisição de um ano para o outro.