Intervalos realistas em moeda local, quando orçar antes em moeda estrangeira, e o que os direitos de uso acrescentam ao valor.
Os três blocos de um preço
Três, e calculam-se em separado.
A produção: preparação, rodagem, montagem, versões. É o único bloco ligado ao seu tempo.
Os direitos de uso: suportes, duração, território. É o bloco ligado ao valor para o cliente, não ao seu esforço.
E as restrições: prazo curto, deslocação, segunda pessoa no ecrã, categoria regulada que impõe uma validação linha a linha.
Uma regra que simplifica tudo: anuncie sempre estes três blocos em separado, mesmo numa mensagem curta. Um preço único convida a negociar o conjunto, três linhas convidam a ajustar uma delas.
O que paga o trabalho para o estrangeiro
É a parte do mercado que muitos ignoram, e muda a escala dos preços.
Uma marca estrangeira que vende aqui compra três coisas que não encontra em casa: um rosto local, uma língua que soa bem, e um conhecimento dos hábitos do país.
Três consequências práticas.
Mantenha dois níveis de preço, um para o mercado local e outro para clientes estrangeiros, sem nunca os misturar no mesmo documento.
Conte o tempo administrativo adicional: faturação, comprovativos, por vezes formalidades de pagamento internacional.
E preveja o fuso horário nos seus prazos, porque uma ida e volta de validação leva mais um dia.
Os direitos de uso são uma linha à parte
Três situações, três valores diferentes.
Publicação única na conta da marca, duração curta: é o nível de base.
Difusão em publicidade paga, um ano: o valor muda de ordem de grandeza, porque o vídeo se torna um ativo publicitário.
Cessão ampla sem limite de duração: orça-se como múltiplo do preço base, nunca improvisada numa conversa.
Uma frase a ter pronta: os direitos não estão incluídos por defeito, descrevem-se e orçam-se, e o que não está escrito não é cedido.
O efeito da fatura sobre o valor
É o que explica a diferença entre o orçamento e o que chega à conta.
Três elementos a conhecer antes de anunciar um preço.
O regime ao abrigo do qual fatura, que muda o que tem de acrescentar ou reter.
As eventuais retenções aplicadas pelo cliente, que reduzem o pagamento sem reduzir o rendimento declarado.
E os encargos de transferência, que mordem sobretudo nas missões pequenas.
Estes três pontos verificam-se com um contabilista antes da primeira fatura, não depois. Depois basta uma frase em cada orçamento para dizer se o valor é expresso antes ou depois destes elementos.
O que cobre cada linha de um preço
| Componente | O que paga | Como se fatura |
|---|---|---|
| A preparação | Guião, reconhecimento, compra eventual | Valor fixo por encomenda |
| A filmagem | O tempo no local e o material | Por vídeo |
| A montagem | Corte, legendas, exportações | Por versão |
| A cedência | Suportes, duração, território | Em suplemento separado |
O que explica uma diferença entre dois orçamentos
Raramente a filmagem. Quase sempre a cedência e o número de retoques incluídos. Dois preços distantes cobrem muitas vezes dois âmbitos diferentes.
O que se relê antes de enviar
O que está incluído, o que não está, a data de validade e a data de pagamento. Quatro linhas que suprimem metade das trocas seguintes.
Quando aumentar
Três sinais, e nenhum é a sensação de merecer mais.
Anda a recusar trabalho rentável há três meses, por falta de tempo.
A sua taxa de aceitação ultrapassa quatro pedidos em cinco, o que indica um preço baixo demais.
E entrega agora coisas que não entregava no início: versões extra, legendas, cumprimento de menções obrigatórias.
Um método que evita conversas penosas: aumente em data fixa, uma vez por ano, avisando os clientes regulares um mês antes, e aplicando o novo preço apenas às encomendas novas. Ninguém contesta uma regra anunciada; toda a gente discute um aumento decidido a meio de uma negociação.
Fontes
Verificado em 4 de setembro de 2026. Limites e alíquotas mudam: se este guia e a fonte oficial divergirem, vale a fonte oficial.



