As palavras que os compradores alemães escrevem, porque é que a rede profissional é ali um canal a sério, e o sinal de disponibilidade.

Não procuram um talento, procuram uma competência disponível

É a inversão a perceber antes de tudo o resto.

O comprador tem uma necessidade com data: uma campanha que sai no dia 15, um produto que chega segunda-feira, uma ficha para alimentar antes do fim do trimestre.

Três consequências para a sua presença em linha.

Escreva o que faz, não o que é: dois verbos valem mais do que um adjetivo.

Indique o que entrega e em que prazo, em dias úteis.

E diga que aceita trabalhos, de forma explícita. Muitos perfis excelentes não recebem nada porque nada indica que estão disponíveis.

Os três sítios onde o encontram

Não dez, três.

As marketplaces especializadas, onde se procura por categoria e por cidade.

A rede profissional, que ali é um canal a sério: os responsáveis de marketing procuram lá prestadores, e uma mensagem recebe resposta onde noutro lado seria ignorada.

E a sua própria página, uma ligação única que abre num telemóvel, com três exemplos, um preço de partida e uma forma de lhe escrever.

Um ponto local a não esquecer: uma página profissional tem de conter as menções legais exigidas, e o seu conteúdo exato verifica-se com um jurista.

O que publicar para atrair compradores

Quatro tipos de publicações, e nenhuma é um portefólio.

O caso curto: a necessidade, o que entregou, em quanto tempo. Quatro linhas, sem nomear o cliente se não estiver autorizado.

A resposta a uma pergunta técnica que as marcas fazem: formatos, direitos, prazos, o que custa caro e porquê.

O formato explicado: mostrar um vídeo e dizer porque está construído assim.

E a disponibilidade, uma vez por mês, com datas.

Uma regra de ritmo: uma publicação por semana chega. A regularidade conta mais do que o volume, porque o comprador não o descobre, volta a encontrá-lo.

O que é verificado antes de lhe escreverem

Quatro coisas, por esta ordem.

Se o perfil está atualizado: uma última publicação de há oito meses significa que parou.

Se o trabalho mostrado se parece com o que eles vendem.

Se responde: uma mensagem antiga e visível sem resposta faz desistir.

E se a faturação vai ser simples: forma jurídica, menções, prazos.

Um detalhe que custa trabalhos: um endereço de correio legível e profissional vale mais do que um formulário. Muitos compradores escrevem do posto de trabalho e não preenchem formulários.

Quanto tempo demora

Três meses para os primeiros sinais, seis para um fluxo regular.

O primeiro mês não produz nada visível: escreve, arruma, publica.

O segundo traz visitas e por vezes uma pergunta.

O terceiro traz o primeiro pedido a sério, muitas vezes de uma estrutura pequena.

Um erro frequente: parar tudo ao fim de seis semanas, precisamente antes do momento em que o trabalho começa a render.

Onde uma marca procura, e o que escreve

CanalO que procuraO que a retém
Uma plataformaUma categoria e uma cidadeUm perfil completo
Um motor de buscaUma profissão mais uma cidadeUma página que carrega depressa
Uma recomendaçãoUm nomeExemplos imediatos

O que se preenche uma vez e serve meses

A cidade, as línguas, os formatos, o prazo em dias úteis, a faixa, os dados legais. Um campo vazio afasta o perfil das pesquisas filtradas.

O que se atualiza a cada trimestre

O exemplo de topo, a disponibilidade, a faixa e as categorias visadas. Um perfil parado há um ano desaparece dos resultados sem que se saiba.

O sinal de que começa a resultar

Um só, e é nítido.

Recebe pedidos de pessoas que já sabem o que faz, o seu preço aproximado e o seu prazo, e que escrevem para uma data precisa.

Duas consequências imediatas. As suas respostas ficam mais curtas, porque o trabalho de apresentação já está feito. E a sua taxa de conversão sobe, sem ter mudado nada no preço.