Vender em direto instalou-se mais devagar aqui do que noutros sítios, e sob regras de transparência mais estritas. As duas coisas mudam o que funciona.

O direto não se corrige

É a sua força e a sua limitação.

Tudo o que é dito no ar é uma mensagem comercial, e compromete: uma promessa de resultado, uma comparação com um concorrente, uma alegação de saúde ou de ambiente, um preço riscado, uma quantidade anunciada como limitada.

O quadro aplicável à publicidade, à identificação do carácter comercial, às alegações e aos anúncios de redução depende da sua situação e verifica-se com um jurista, antes do primeiro direto, não depois de uma queixa.

Na prática isso prepara-se: uma lista escrita do que pode ser afirmado, uma lista do que não pode, e uma pessoa fora de câmara que corta se derrapar.

Os formatos que vendem

Quatro, e parecem-se pouco.

A demonstração longa, para um produto que não se percebe numa fotografia. A abertura da encomenda, que responde à questão do conteúdo real. A comparação de dois modelos, que ajuda a decidir. E a sessão de perguntas sobre tamanhos, existências e prazos, a menos espetacular e a mais eficaz.

O ponto comum é a resposta em tempo real. Quem faz uma pergunta e obtém resposta em trinta segundos compra muito mais vezes do que quem lê uma ficha.

O que é preciso preparar

Seis coisas, por esta ordem.

Uma ligação testada à hora exata da difusão, não na véspera. Uma luz estável que não se mexa durante duas horas. As existências verificadas, referência a referência. Os preços escritos à sua frente. Uma pessoa dedicada aos comentários. E a menção do carácter comercial, visível desde o início e recordada com regularidade, incluindo para quem chega a meio.

Junte um plano B pronto: o direto que avaria substitui-se por uma sessão gravada no mesmo dia, não por uma anulação.

Os direitos

Três questões a resolver antes, nunca depois.

A música difundida durante o direto, que segue as suas próprias regras e que muitas vezes torna a gravação inutilizável em publicidade. As pessoas filmadas ou visíveis no ecrã, incluindo a equipa. E o prazo durante o qual a marca pode reutilizar os excertos.

Escreva-os no mesmo documento que o preço. Um direto bem-sucedido cujos excertos não podem ser difundidos vale uma noite, não uma campanha.

O que cada segundo tem de fazer

SegundoPapelSinal de falha
0 a 2Mostrar o produto em usoUm logótipo a ocupar o ecrã
3 a 10Responder a uma dúvida precisaUma lista de argumentos
11 a 20Dar o gesto de compraUm apelo vago

O que se prepara antes de publicar

A ficha de produto atualizada, o stock disponível e a ligação que abre diretamente a variante certa.

O que se verifica depois da difusão

A taxa de visualização aos três segundos, as perguntas nos comentários e as ruturas de stock: os três dizem o que voltar a filmar.

Quando o direto não pega

Não é um fracasso, é um dado.

Neste mercado, muitas audiências compram de bom grado em vídeo curto e não em direto. Se duas tentativas não juntarem ninguém, guarde o formato e mude o momento: o mesmo conteúdo, cortado e difundido em publicidade, faz muitas vezes o número que o direto não fez.

É também por isso que a questão dos excertos se resolve antes: é a porta de saída do formato.