Ali o vídeo não leva ao linear: é o linear. Isso muda o gancho, o ritmo e o que é preciso mostrar.
O que muda em relação a uma publicidade clássica
Três diferenças, todas mensuráveis.
O gancho tem dois segundos, não cinco
O público deste feed decide mais depressa do que noutros sítios. Se o produto não for identificável quase de imediato, o vídeo passou.
Comece portanto pelo produto em ação, não por uma contextualização.
O produto tem de ser visto a funcionar muito cedo
Não apresentado, não desembrulhado: usado. O gesto, o resultado, a matéria.
Um desembrulhar sem uso funciona mal aqui, porque a compra decide-se no mesmo minuto.
O preço e a oferta fazem parte da criatividade
É a particularidade deste canal. A oferta não é uma camada acrescentada no fim, é um argumento do vídeo.
Mas não se incrusta na imagem: acrescenta-se em sobreposição, para continuar modificável quando muda.
Os formatos que vendem
Quatro, e parecem-se pouco.
A demonstração curta, filmada numa tomada, do problema ao resultado.
A comparação entre duas variantes, que ajuda a escolher mais do que a decidir comprar.
A resposta a uma objeção, tirada dos comentários da ficha: tamanho, material, duração, compatibilidade.
E o balanço ao fim de várias semanas, o formato mais credível e o menos produzido.
Junte o vídeo de rutura ou de atraso, preparado com antecedência: neste canal, um produto esgotado durante uma campanha custa mais do que uma campanha parada.
O que o vendedor deve fornecer ao criador
Cinco elementos, senão o vídeo será impreciso.
O produto com antecedência, com a data de chegada real e não a de expedição.
A referência exata e as variantes disponíveis, por escrito.
A lista das afirmações autorizadas, com a respetiva formulação.
O que é proibido: alegações de resultado, comparações nominais, promessas de saúde.
E a oferta do momento, separada do ficheiro de vídeo, para poder ser alterada sem voltar a gravar.
As regras que se aplicam
São mais estritas do que num feed comum, porque a venda fecha-se no mesmo sítio.
A identificação do carácter comercial continua devida, mesmo quando o vídeo parece conteúdo pessoal.
As alegações sobre o produto comprometem o vendedor tanto como quem fala, em particular quanto a saúde, segurança, eficácia e origem.
E os anúncios de desconto pressupõem um preço de referência justificável.
As obrigações aplicáveis dependem do produto, da plataforma e da sua situação, e verificam-se com um jurista antes da difusão.
O que o vídeo tem de encadear
| Etapa | O que se mostra | Duração |
|---|---|---|
| O problema | Uma situação reconhecível | 3 s |
| O produto em uso | O gesto, não a promessa | 12 s |
| O preço e o botão | O sítio exato onde comprar | 5 s |
O que se resolve antes de publicar
O stock, a variante ligada ao artigo certo, a promoção ativa e o prazo de entrega anunciado. Um vídeo que funciona num artigo esgotado custa mais do que rende.
O que se declara sempre
A parceria e a eventual comissão sobre as vendas. Uma recomendação que dá dinheiro diz-se, mesmo quando a plataforma já o mostra.
Direitos de uso e reutilização
É a parte que os vendedores esquecem, e vale dinheiro.
Um vídeo que funciona neste canal também funciona em publicidade paga noutro lado, na ficha de produto e nos ecrãs em loja.
Escreva portanto três linhas logo na encomenda: duração, suportes autorizados, e preço da renovação.
Peça por fim um master sem texto incrustado e sem música. É isso que permite voltar a difundir o mesmo vídeo seis meses depois, com outra oferta, sem pagar nova rodagem.



