A montagem vende o vídeo. Eis um fluxo simples: cortar os tempos mortos, acrescentar legendas, planos de corte, e exportar como deve ser no formato vertical.

Porque a montagem faz vender o vídeo

Porque decide o ritmo, e o ritmo decide a atenção. A mesma tomada, montada apertada ou montada frouxa, dá dois vídeos com desempenhos incomparáveis. A montagem não torna boa uma má tomada, mas torna uma boa tomada vista até ao fim, que é exatamente o que lhe pedimos.

Como organizar os ficheiros antes de montar

Sete hábitos que fazem ganhar uma hora por vídeo.

Uma pasta por encomenda, nomeada com o cliente e a data.

Uma subpasta para as imagens em bruto, outra para as exportações.

As tomadas renomeadas logo na importação, nunca depois.

As melhores tomadas marcadas durante o primeiro visionamento.

Um ficheiro de texto com o guião e as frases autorizadas.

Uma cópia de segurança das imagens em bruto antes de começar a cortar.

E a eliminação dos projetos terminados só depois do pagamento.

O que cortar sistematicamente

Sete passagens presentes em quase todas as tomadas.

O pigarro do início.

A frase que anuncia o que vai ser dito.

As hesitações a meio de uma explicação.

O recomeço falhado que guardou por hábito.

O silêncio depois da última frase.

O olhar para o disparador, no fim da tomada.

E qualquer repetição de uma ideia já expressa.

Quanto tempo leva uma montagem

Seis referências para orçar o seu trabalho.

Um vídeo simples monta-se numa hora, depois de apanhado o jeito.

As legendas revistas acrescentam um quarto de hora.

Cada formato adicional acrescenta dez minutos.

Uma correção pedida custa meia hora.

A arrumação dos ficheiros leva dez minutos, sempre.

E a exportação e a entrega, um quarto de hora.

O que as marcas pedem mais vezes

Seis pedidos que vale a pena prever por norma.

Uma versão sem legendas incrustadas.

Uma versão sem música.

Uma versão quadrada além da vertical.

Dois ganchos diferentes sobre a mesma montagem.

Uma imagem fixa tirada do vídeo.

E as imagens em bruto, se a licença as incluir.

Como é um fluxo simples

Sete etapas, por esta ordem.

Importar as imagens em bruto e vê-las uma vez por inteiro.

Pôr a melhor tomada do gancho em primeiro.

Cortar todos os silêncios de reflexão.

Acrescentar os planos de corte nos sítios que se arrastam.

Gerar as legendas, e depois relê-las à mão.

Verificar o som, mais importante do que a cor.

E exportar um ficheiro mestre, tratado acima.

As legendas, e o ritmo dos primeiros segundos

Releia cada linha

A geração automática engana-se nos nomes de marca, nos números e nas palavras técnicas, ou seja precisamente no que conta.

Fique na zona segura

As interfaces das plataformas cobrem a parte de baixo e a direita da imagem. Uma legenda colocada demasiado em baixo torna-se ilegível para metade do público.

Prefira as linhas curtas

Duas linhas no máximo, seis palavras por linha. Para além disso ninguém lê e toda a gente desiste.

A que velocidade devem ir os primeiros segundos

Comece na ação

O primeiro plano já mostra alguma coisa. Sem saudação, sem apresentação, sem logótipo.

Coloque um corte muito cedo

Um corte antes do terceiro segundo relança a atenção antes que ela caia.

Mostre o gancho no ecrã

A maioria vê sem som. O que é dito também tem de ser lido.

E os planos de corte, a música, a cor

Seis regras, por ordem de importância.

Um plano de corte a cada cinco segundos, no mínimo.

Nada de música se a voz sustentar o vídeo.

Uma música sem percussão se o tema for calmo.

Nenhuma correção de cor agressiva, que denuncia a montagem.

Nenhum efeito de transição, nunca.

E um volume de voz constante de plano para plano.

Como exportar como deve ser

Sete ajustes a verificar antes de entregar.

Um ficheiro mestre em qualidade máxima, conservado.

Uma versão vertical, formato principal.

Uma versão quadrada, tirada do mestre.

Uma versão sem legendas incrustadas, muitas vezes pedida.

Uma versão sem música.

Uma nomeação clara, com o nome do cliente e a data.

E uma verificação no telemóvel antes do envio.

O que verificar antes de exportar

Seis controlos, dois minutos ao todo.

O primeiro plano arranca sem preto nem silêncio.

Nenhuma legenda sai da zona segura.

O volume da voz não muda de plano para plano.

O último plano não corta a meio de uma palavra.

Nenhum elemento da interface de montagem ficou na imagem.

E o vídeo percebe-se por inteiro sem som.

Como entregar ficheiros limpos

Seis regras que fazem os clientes voltar.

Uma só ligação, com todos os formatos.

Uma pasta por formato, nomeada de forma simples.

Nenhum ficheiro com mais de dois gigabytes sem divisão.

Uma mensagem de entrega de cinco linhas no máximo.

A duração de cada versão, indicada na mensagem.

E a lista do que não foi possível, se for o caso.

O que distingue uma montagem profissional

Cinco pormenores que as marcas notam sem os nomear.

O ritmo regular, sem aceleração súbita.

Os cortes colocados nas respirações, não ao acaso.

As legendas que aparecem com a voz, não depois.

O silêncio guardado meio segundo antes do apelo à ação.

E o final limpo, sem fundido nem logótipo.

O que se faz, e por que ordem

EtapaA operaçãoO tempo real
A importaçãoTriar e apagar as tomadas falhadas10 min
A montagemAssentar a estrutura da montagem15 min
As legendasGerar e depois rever palavra a palavra10 min
A exportaçãoVerificar cada formato pedido5 min

O que se revê sempre

As legendas automáticas. Enganam-se nos nomes de marca, nos números e nos termos técnicos, ou seja exatamente as palavras que importam ao cliente.

O que se retira antes de entregar

A marca de água e qualquer tipo de letra ou música reservada a uso pessoal. Um vídeo entregue com marca de água é recusado em publicidade, e isso descobre-se no momento mais caro.

Os erros de montagem mais frequentes

Seis reflexos que estragam uma boa tomada.

Reexportar uma exportação, tratado acima.

Cortar a meio de uma palavra para ganhar um segundo.

Deixar uma legenda gerada sem revisão.

Acrescentar uma música da moda que data o vídeo.

Terminar num plano fixo de logótipo.

E entregar um só formato, deixando a marca recortar.

Uma última referência: uma boa montagem nota-se por não se notar. Aperte o ritmo, releia as legendas, guarde o mestre, e deixe o resto em paz.