Chega um momento em que um criador recusa trabalhos por falta de tempo, não por falta de clientes. Aí aparece a pergunta de somar alguém. A resposta não é automática: há formas de crescer sem montar uma estrutura que depois não se sustenta.

Primeiro delegar, depois contratar

O que primeiro convém tirar das costas não é a gravação, é a edição e a administração. Um editor por projeto e um contador mensal liberam mais horas que qualquer outra decisão, e não obrigam a assumir um custo fixo alto.

O que nunca se delega

O ângulo, a relação com o cliente e a decisão do que se diz. Se você delega isso, deixa de ser um criador com clientes e passa a ser um intermediário, que é outro negócio com outras margens e outra concorrência.

Somar outro criador na frente da câmera

É a forma mais simples de dobrar capacidade: você repassa trabalhos que não pode pegar e cobra uma parte pela coordenação, ou simplesmente apresenta e não cobra nada, mas fortalece a relação. As duas funcionam se estiverem claras desde o início.

O que muda no administrativo

Assim que você paga outra pessoa de forma regular, a sua situação fiscal muda e o regime precisa ser revisto. É exatamente o momento de ter um contador se ainda não tinha, porque daqui em diante os erros custam mais.

Quando não crescer

Se a sua margem depende de você fazer tudo, somar gente destrói. Antes de contratar, calcule quanto sobra depois de pagar outra pessoa. Se o número não fecha, a resposta não é mais gente, é cobrar melhor pelo que você já faz.

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Perguntas frequentes

O que delego primeiro?

A edição e a administração.

O que nunca se delega?

O ângulo e a relação com o cliente.

Posso repassar trabalhos?

Posso, com condições claras desde o início.

Quando não convém crescer?

Quando a margem depende de você fazer tudo.