A caixa no seu vídeo de criador está sujeita às regras de rotulagem, e uma embalagem numa só língua no ecrã é um problema visível.
O que aparece no ecrã faz parte da mensagem
Três consequências práticas.
Uma embalagem legível na imagem é tratada como informação dada a quem compra, não como cenário.
As exigências linguísticas aplicáveis à rotulagem não desaparecem por o suporte ser um vídeo: verificam-se com um jurista antes da difusão.
E uma menção obrigatória ilegível no ecrã, demasiado pequena ou cortada pelo enquadramento, não cumpre a sua função.
Uma regra de rodagem simples: se a embalagem aparecer em grande plano, tem de ser filmada nítida, inteira e no seu estado comercial.
Mostre o que quem compra vai realmente receber
Quatro planos que fazem descer as devoluções e as reclamações.
A caixa fechada, com o rótulo legível.
A abertura real, sem corte, para mostrar o que está encaixado lá dentro.
O conteúdo completo pousado lado a lado: o que está incluído, e o que não está.
E a quantidade ou o formato reais, comparados com um objeto do dia a dia.
Uma nota útil às marcas que vendem em vários formatos: filme o formato que a campanha faz comprar. Mostrar o modelo grande e entregar o pequeno é a fonte mais comum de más avaliações.
O caso das menções no ecrã
Três situações distintas, muitas vezes confundidas.
As menções impressas na embalagem: dependem da rotulagem e têm de ser exatas.
As menções acrescentadas na montagem, em texto incrustado: dependem da publicidade, e têm de ser legíveis tempo suficiente para serem lidas.
E as menções ditas em voz alta: completam, mas não substituem o que tem de estar escrito.
Uma precisão que evita muitas repetições: um texto incrustado numa só língua torna o vídeo inutilizável para a outra versão. Preveja portanto as incrustações na montagem, nunca na rodagem.
A coerência entre as línguas
Três pontos de atenção.
As duas versões têm de dizer o mesmo: uma promessa mais forte numa língua do que na outra é um desvio, não uma adaptação.
As quantidades, os preços e as durações têm de ser iguais, mesmo nas legendas.
E o nome do produto trata-se como um todo: se for traduzido na embalagem, também o é no vídeo.
Uma consequência de organização: mande reler as duas versões por duas pessoas diferentes, cada uma na sua língua, antes da difusão. A releitura cruzada por uma só pessoa bilingue deixa passar os desvios de tom.
O que se filma numa embalagem
| Elemento | O que é preciso mostrar | A armadilha |
|---|---|---|
| A face da frente | As duas línguas no ecrã | Filmar só uma |
| A lista de ingredientes | O texto legível, em grande plano | Um texto desfocado |
| Os avisos | A menção completa | Um enquadramento que a corta |
O que se verifica antes da filmagem
Que o exemplar filmado tenha a rotulagem realmente comercializada. Uma embalagem de pré-produção ou destinada a outro mercado torna o vídeo inutilizável.
O que se mostra em vez de parafrasear
O texto oficial, lido no ecrã. Uma reformulação aproximada de uma menção obrigatória torna-se uma falta, a confirmar com um jurista.
A versão prática
Quatro regras que resolvem quase todos os casos.
Envie o produto comercial, não uma amostra.
Filme a embalagem nítida, inteira, no seu estado de venda.
Acrescente os textos incrustados na montagem, por versão linguística.
E arquive a versão difundida com a data e o nome de quem validou.
Uma última referência, muitas vezes esquecida: quando a embalagem muda, os vídeos existentes ficam desatualizados. Anote a data da mudança, e preveja voltar a filmar os planos em causa em vez de deixar circular vídeos que mostram uma caixa que já não existe.



