Produzir em dois idiomas é o problema operacional que define o conteúdo canadense, e a maioria das marcas resolve do jeito caro: faz a campanha em inglês e depois descobre que precisa de francês e paga uma segunda produção.

Decisão um: mesmo criador ou dois

Se um criador é realmente bilíngue, gravar as duas versões numa mesma sessão é de longe o caminho mais barato. O cenário já está montado, o produto já está ali e a segunda versão custa uma fração. Se ninguém bilíngue encaixa no briefing, contrate dois criadores e grave em paralelo em vez de em sequência.

Decisão dois: adaptar, não traduzir

Um roteiro traduzido soa traduzido e um público quebequense percebe em segundos. Dê ao criador francófono a intenção, os pontos obrigatórios e as alegações proibidas, e deixe-o escrever. Você está comprando uma mensagem que acerta, não uma equivalência palavra por palavra.

Decisão três: entregar sem legendas queimadas

Peça o vídeo limpo, com o arquivo de legendas à parte, nos dois idiomas. Só essa exigência permite à equipe trocar texto, corrigir um termo ou produzir uma terceira versão depois sem voltar à gravação. Não custa nada pedir e quase ninguém pede.

O que colocar no briefing

Os dois idiomas nomeados explicitamente, quem escreve o francês, se o francês é quebequense ou internacional, as frases obrigatórias e proibidas em ambos, e os formatos de entrega. Cinco linhas que evitam a surpresa mais cara do marketing canadense.

O que isso realmente economiza

Prevista desde o início, a segunda língua costuma acrescentar um valor modesto à gravação. Descoberta depois, custa uma segunda produção completa, mais o atraso de uma campanha que sai num mercado antes do outro. Essa diferença é todo o argumento para planejar.

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Perguntas frequentes

Um criador ou dois?

Um bilíngue se o briefing permitir.

Traduzir ou adaptar?

Adaptar, uma tradução se ouve.

Que formato de entrega exigir?

Vídeo limpo e legendas em arquivo separado.

Quando se decide?

No briefing, nunca depois da gravação.