O custo horário interno que ninguém conta, porque é que o vídeo feito na casa soa a publicidade, e o momento em que a escolha desaparece.

Porque é que o interno soa a publicidade

Três causas, e nada têm a ver com o equipamento.

A pessoa conhece o produto de cor, por isso explica em vez de mostrar. Usa o vocabulário da empresa, que não é o dos clientes. E procura fazer boa figura perante os colegas, o que produz um tom de apresentação, nunca um tom de conversa.

Uma só correção muda tudo: filme alguém que descobre, ou peça que contem um problema real anterior à compra, não as qualidades do produto.

O custo horário que ninguém conta

É aí que a comparação se inverte.

Um vídeo interno ocupa uma pessoa meio dia para a rodagem, outra para a montagem, mais as idas e vindas de aprovação. Conte o salário com encargos dessas horas, e o custo real ultrapassa muitas vezes o de uma prestação externa para um resultado menos utilizável.

Duas despesas invisíveis juntam-se: o tempo de quem coordena, e o custo de oportunidade daquilo que não faz entretanto.

Quando o interno é a boa escolha

Quatro casos, e são reais.

O conteúdo técnico que exige uma competência precisa, difícil de transmitir num briefing.

As demonstrações em oficina ou fábrica, onde mais ninguém pode entrar.

Os formatos rápidos ligados à atualidade, em que o importante é publicar dentro da hora.

E os testes internos antes de comprometer um orçamento: filmar por si três ângulos para ver qual agarra custa uma manhã e evita uma produção falhada.

Quando a escolha desaparece

Três situações em que o externo se torna obrigatório.

Quando o vídeo tem de parecer um cliente e não a empresa: é o caso de quase todas as utilizações publicitárias.

Quando são precisas várias caras, várias idades, vários sotaques, o que nenhuma equipa pequena consegue fornecer internamente.

E quando a produção tem de manter um ritmo regular: produzir vinte vídeos por mês na casa esgota a equipa em dois meses.

A partilha que funciona

Uma divisão simples, comprovada.

O interno fica com a competência, os bastidores, as respostas técnicas e a urgência.

O externo fica com a cara cliente, o volume, a variedade e tudo o que vai para publicidade paga.

E o interno guarda sempre a validação final, porque é quem conhece os limites do que se pode afirmar.

O que traz cada opção

CritérioEquipa internaCriador externo
Conhecimento do produtoImediatoA transmitir
Diversidade de rostosLimitadaAmpla
Custo por vídeoFixo, seja qual for o volumeVariável
Aumento de cargaLentoImediato

O que decide mesmo

O número de vídeos por mês. Abaixo de quatro, o externo sai mais barato. Acima de vinte, uma capacidade interna torna-se rentável, mas não substitui a variedade de rostos.

O que se combina sem se contradizer

Uma pessoa interna que pilota, escreve os briefings e valida, e criadores externos que filmam. É a montagem mais corrente nas marcas que difundem em contínuo.

O teste que decide

Uma experiência simples, para fazer uma vez.

Filme o mesmo vídeo duas vezes, um na casa, outro por um criador, com o mesmo briefing e o mesmo produto. Difunda os dois com o mesmo orçamento, sobre a mesma audiência, durante a mesma semana.

Depois compare um único número: o custo por compra. Qualquer outra comparação, sobre a sensação ou sobre a estética, levará a discussão para preferências pessoais, e o debate interno recomeçará na rodagem seguinte.