A prova social é a ideia de que se confia mais em algo quando se vê outras pessoas reais a usá-lo e a recomendá-lo. Avaliações, notas, testemunhos, UGC.

Porque a prova social funciona

Quatro mecanismos, independentes do setor.

Reduz o risco percebido: ver que outra pessoa o fez diminui o medo de errar.

Substitui uma promessa por uma observação, o que muda a natureza da informação.

Responde às objeções que a marca não pode tratar sozinha sem parecer defender-se.

E encurta a decisão, porque evita ter de compreender o produto em detalhe.

As principais formas de prova social

Avaliações de clientes e notas

A forma mais lida, e a única comparada entre produtos. O que conta não é a nota média mas o número de avaliações e a presença de avaliações medianas, que tornam o conjunto credível.

Testemunhos

Mais detalhados, mais raros, e sistematicamente suspeitos quando anónimos. Um testemunho sem nome, sem fotografia e sem contexto vale menos do que uma avaliação de duas linhas verificável.

Conteúdo gerado pelos utilizadores (UGC)

A forma mais eficaz em vídeo, tratada mais abaixo. Mostra o uso em vez de o contar.

Números de utilização

Número de clientes, de encomendas, de anos de atividade. Úteis se forem precisos e datados, inúteis se arredondados a um número redondo inverificável.

Recomendações de especialistas

Fortes nas categorias técnicas ou reguladas, desde que a qualificação seja real e verificável, e que a natureza comercial da relação seja indicada.

Recomendações de pares

A mais poderosa de todas, e a única que a marca não controla. Favorece-se, não se fabrica.

Porque o UGC é a forma mais poderosa no comércio eletrónico

Quatro razões.

O vídeo mostra o que um texto não pode provar: o tamanho real, a matéria, o gesto, o funcionamento.

Dá um rosto, o que torna a objeção concreta e a resposta credível.

Difunde-se onde a decisão é tomada, ou seja no feed, não apenas na ficha de produto.

E reduz as devoluções, porque mostra o produto tal como chega e não tal como é fotografado.

Como as marcas o usam

Fichas de produto

Dois vídeos chegam: uma demonstração de uso e uma resposta à objeção principal. Para lá disso, a página fica longa sem convencer mais.

Publicidades pagas

É aí que a prova social se consome mais depressa: são precisas várias variantes, porque uma criatividade gasta-se em poucas semanas.

Páginas de destino e emails

Uma avaliação precisa, colocada ao lado do botão de compra, faz mais do que um parágrafo de argumentos acima.

Retargeting

A forma mais rentável: a pessoa já conhece o produto, resta apenas uma objeção a levantar, e uma avaliação que trate exatamente essa chega.

Três formas, três usos

FormaO que provaOnde serve
Uma opinião escritaQue outros compraramNa ficha de produto
Uma nota globalUm nível de satisfaçãoNa lista de resultados
Um vídeo de usoQue o produto funciona a sérioEm publicidade e na ficha

O que torna credível uma prova

Um detalhe verificável. Uma data, uma duração de uso, um defeito mencionado. Um discurso inteiramente positivo produz o efeito contrário ao procurado.

O que nunca é aceitável

Uma opinião falsa, um testemunho inventado, uma nota comprada. Além do risco jurídico, nota-se e destrói a confiança que o formato serve justamente para construir.

Manter-se honesto

Seis regras, todas verificáveis.

Nunca publicar uma avaliação inventada, alterada ou transferida de um produto para outro.

Identificar claramente todo o conteúdo encomendado ou pago, seja qual for a sua forma.

Não filtrar as avaliações para ficar só com as melhores, prática detetável e sancionável.

Não transformar uma avaliação numa promessa: o que uma pessoa viveu não é um resultado garantido.

Não usar a imagem de uma pessoa sem autorização escrita, incluindo para uma repartilha.

E verificar as regras aplicáveis ao seu setor e ao seu país com um jurista, em particular nas categorias reguladas.

Uma última referência: a prova social não serve para convencer de que um produto é bom, serve para provar que outra pessoa correu o risco antes. É por isso que uma avaliação matizada, precisa e verificável convence mais do que um entusiasmo perfeito, e por isso a primeira coisa a fazer não é produzir mais, é tornar verificável o que já mostra.