Os oito segundos que um comprador espanhol passa no seu perfil, o que verifica primeiro, e as três linhas que decidem.

O que verifica primeiro

Quatro elementos, por esta ordem, antes mesmo de ler.

A miniatura, tratada acima.

A categoria mostrada: beleza, cozinha, desporto, casa. Um comprador procura por necessidade, não por pessoa.

A cidade, porque decide a entrega, o fuso horário e por vezes a rodagem em exteriores.

E o número de peças visíveis. Três vídeos vistos até ao fim valem mais do que doze sobrevoados.

As três linhas que decidem

A primeira linha diz o que produz, para quem, em que formato. Lê-se sem contexto e sem esforço.

A segunda diz o seu prazo habitual e a sua disponibilidade real esta semana. É a pergunta que o comprador ia fazer por mensagem.

A terceira diz o que não faz. Um limite claro tranquiliza mais do que uma lista de competências, porque assinala alguém que conhece o seu ofício.

Uma nota de redação: escreva essas três linhas em frases inteiras. Os perfis escritos por palavras-chave separadas por barras parecem-se todos e não dizem nada.

O que uma marca espanhola verifica além disso

Quatro pontos, próprios desse mercado.

A variante de espanhol que fala, porque a oferta latino-americana é abundante e a marca que procura um público local quer ouvi-la.

A capacidade de faturar a partir de Espanha, com uma atividade declarada.

O conhecimento das menções publicitárias aplicáveis ali, em particular nas categorias reguladas.

E a aptidão para filmar numa língua cooficial, segmento pouco disputado quando a voz é nativa.

Uma precisão útil: esses quatro pontos verificam-se com um contabilista e, quanto às menções, com um jurista, antes de os mostrar como uma promessa.

O que retira credibilidade

Cinco pormenores que custam encomendas.

Um portefólio onde o mesmo produto volta em seis vídeos.

Números de audiência postos à frente, quando o comprador procura um vídeo, não uma difusão.

Uma fotografia de perfil retocada que não se parece com a pessoa filmada nos vídeos.

Preços ausentes e uma frase do tipo «preço sob consulta», que alonga a primeira troca sem proteger nada.

E o silêncio de mais de vinte e quatro horas após uma primeira mensagem, que elimina com mais segurança do que qualquer defeito de estilo.

O que uma marca lê primeiro

Zona do perfilO que procura aíTempo de leitura
O primeiro vídeoA qualidade de imagem e de voz5 segundos
A linha de apresentaçãoA profissão, a cidade, a língua10 segundos
As tarifas e o prazoSe cabe no orçamento15 segundos

O que se põe no topo da galeria

O vídeo mais próximo do que se quer vender, não o mais bonito. Um perfil que mostra três universos diferentes no topo não se lê.

O que faz fechar um perfil

Uma voz inaudível, um fundo carregado, uma biografia que fala de sonhos em vez de entregáveis, e a ausência de tarifa. Os quatro corrigem-se numa tarde.

Espanhol, e inglês também

Três razões para manter um perfil bilingue.

Parte dos compradores são marcas estrangeiras que entram nesse mercado, e leem em inglês.

As agências internacionais trabalham em inglês mesmo quando a campanha é local.

E um perfil bilingue assinala alguém capaz de seguir um briefing escrito noutra língua, o que é uma competência em si.

Um método simples: mantenha o espanhol como versão principal, acrescente o inglês por baixo, sem traduzir palavra a palavra. Duas versões curtas valem mais do que uma versão longa duplicada.

Uma última referência: um perfil não é uma biografia, é uma ficha de produto. Quem o lê quer saber o que compra, em quanto tempo, a que preço, e em que língua. Tudo o resto pode esperar pela primeira mensagem.

Fontes

Verificado em 4 de setembro de 2026. Limites e alíquotas mudam: se este guia e a fonte oficial divergirem, vale a fonte oficial.