Escolher uma plataforma não é escolher um público: é escolher um formato, uma duração e uma maneira de ser visto. Isso decide-se antes da rodagem, não na montagem.

Onde o público argentino vê mesmo

Quatro contextos, e não se substituem.

O feed vertical, que domina a descoberta e impõe um primeiro segundo decisivo.

As mensagens, onde o conteúdo circula depois, muitas vezes recomprimido, por vezes sem som.

As plataformas de venda, onde o vídeo chega depois do clique e serve para levantar uma dúvida.

E os grupos e comunidades, onde uma recomendação vale mais do que uma publicidade.

O que as marcas compram para cada um

O entregável muda por completo de um contexto para outro.

Para o feed: um vídeo vertical curto, com várias entradas para testar, texto ao centro, legendas incrustadas.

Para as mensagens: um ficheiro leve, curto, que sobreviva à recompressão e se perceba sem som.

Para a ficha de venda: uma demonstração sem gancho, filmada com luz neutra, com o produto identificável em formato pequeno.

E para as comunidades: um formato mais longo, mais explicativo, muitas vezes publicado por um membro e não pela marca.

Um mesmo vídeo não pode cumprir esses quatro papéis, e uma marca que o pede obtém quatro versões medíocres.

O que isso muda na sua maneira de filmar

Três decisões tomadas antes da primeira tomada.

Filme aberto, deixando margem em cima e nos lados, para permitir todos os reenquadramentos a partir do mesmo material.

Grave o som limpo, mesmo que a versão principal vá ser muda: a versão longa e a de venda vão precisar dele.

E preveja as entradas múltiplas logo na sessão, em vez de fazer voltar a pessoa.

O erro mais frequente

Reaproveitar tal e qual uma montagem pensada para outro contexto.

Um vídeo de feed colocado numa ficha de venda começa com um gancho que ali não tem razão de ser, e perde quem procurava uma informação.

Um vídeo de ficha publicado num feed parece lento e técnico, e ninguém o vê.

A regra é simples: o contexto de difusão escreve-se no briefing, tal como a duração e o formato.

O que não muda de um sítio para outro

Três obrigações seguem o conteúdo a toda a parte.

A identificação do carácter comercial, seja qual for o formato e o número de seguidores.

As afirmações sobre o produto, que comprometem a marca e quem fala, em particular em saúde, alimentação, cosmética e finanças.

E os direitos de uso: um vídeo publicado numa conta de criador não é automaticamente utilizável em publicidade paga nem numa ficha de venda.

Estas regras dependem do produto e do suporte, e verificam-se antes da colocação em linha.

O que se preenche, e por que ordem

CampoEfeito nos pedidos recebidosTempo
Três exemplos no topoDecisivo10 min
Categorias e cidadeForte, filtro de pesquisa5 min
Faixa de preçosForte, afasta pedidos fora de orçamento3 min
Prazo em dias úteisMédio2 min

O que se faz na primeira semana

Responder em menos de duas horas, aceitar uma encomenda pequena para obter uma primeira avaliação, e entregar antes da data anunciada.

O que faz cair a visibilidade

Uma ausência sem colocar em pausa, pedidos sem resposta e uma faixa que não muda há um ano. Os três corrigem-se em dez minutos.

A pergunta a fazer antes de cada rodagem

Bastam duas frases.

Onde vai este vídeo ser visto primeiro, e onde vai ser reutilizado depois.

A primeira resposta fixa o formato principal. A segunda fixa a margem a deixar no quadro, a duração do master e os direitos a escrever no orçamento.

O resto, as músicas, os efeitos, as tendências, muda todos os trimestres. Estas duas perguntas não.

Fontes

Verificado em 4 de setembro de 2026. Limites e alíquotas mudam: se este guia e a fonte oficial divergirem, vale a fonte oficial.