Num mercado desta dimensão, a prospeção não é uma questão de volume. É uma questão de momento.

Onde encontrar clientes

Quatro viveiros, do mais acessível ao mais rentável.

Os estabelecimentos com que já se cruza: restaurantes, comércios, oficinas, consultórios, escolas. Ninguém lhes propôs nunca um vídeo.

Os alojamentos e os operadores de atividades, que têm uma necessidade real e um orçamento, mas um calendário estrito.

As empresas exportadoras e de serviços, menos visíveis, melhor pagas, e raramente solicitadas.

E as agências, locais ou estrangeiras, que subcontratam quando transbordam.

O ponto comum: nenhum destes quatro viveiros se encontra numa plataforma. Encontram-se a andar, a ler as tabuletas e a olhar para quem já compra publicidade.

Como é uma mensagem que obtém resposta

Curta, precisa, e já feita.

Três elementos chegam: o que filma, uma ligação a três exemplos visíveis sem inscrição, e uma proposta concreta com uma data.

O que não se deve pôr: uma apresentação sua, uma explicação do que é este ofício, e um pedido de reunião para falar.

A diferença está nesse último ponto. Uma proposta datada obtém resposta; um pedido de reunião obtém um silêncio educado.

Junte uma frase que tranquilize uma empresa estruturada: fatura, e os seus documentos estão prontos.

Por que canal

Três, por esta ordem.

As mensagens, que ali são o canal de trabalho por defeito e onde as respostas chegam no próprio dia.

O correio eletrónico, para as empresas estruturadas, as zonas francas e os clientes estrangeiros.

E a visita, subestimada e tremendamente eficaz para um comércio ou um alojamento, desde que tenha três vídeos prontos no telemóvel.

Uma regra comum aos três: uma só insistência, uma semana depois, e depois passa-se a outra coisa e volta-se dentro de três meses.

O volume realista

É mais baixo do que se imagina, e é uma boa notícia.

Nesse mercado, dez mensagens bem dirigidas valem mais do que cem envios genéricos, porque os compradores são poucos e falam entre si.

O ritmo que funciona: cinco a dez contactos por semana, anotados numa tabela simples, com a data de envio, a resposta e a data da próxima insistência.

Essa tabela vale mais do que qualquer ferramenta: evita contactar duas vezes a mesma pessoa, e transforma um esforço pontual num hábito.

Prospeção passiva, em paralelo

Demora tempo e acaba por trazer metade dos clientes.

Três coisas a montar uma vez. Três exemplos visíveis sem inscrição, com a descrição do que entrega. Uma presença mínima e atualizada nos sítios onde se verifica que uma pessoa existe. E uma frase clara a indicar as línguas em que trabalha e o seu prazo habitual.

Junte a recomendação, que é o primeiro canal desse mercado. Um cliente satisfeito vale três mensagens enviadas, e muitas vezes basta perguntar-lhe se conhece alguém na mesma situação.

Onde encontrar marcas que já compram

FonteO que se detetaEsforço
Os anúncios vistos no próprio muralUm orçamento de vídeo ativoGrátis, diário
Os catálogos de marketplacesUma procura formuladaTrinta minutos
As lojas novas de uma ruaUma necessidade nascenteUm passeio

O que contém uma mensagem que obtém resposta

Uma observação verdadeira sobre a marca, uma ligação para dois exemplos, uma proposta com números e uma data. Quatro linhas, não uma página.

O que se acompanha sem software

Uma tabela de cinco colunas: a marca, a data de envio, a resposta, a data de insistência e o resultado. Dez linhas por semana chegam para ver o que funciona.

O que é preciso deixar de fazer

Duas práticas que ali não funcionam.

A mensagem longa que explica o ofício. Ninguém a lê, e faz o criador passar por principiante.

E a proposta gratuita aberta. Uma encomenda curta e paga obtém mais respostas do que um trabalho oferecido, porque trata o interlocutor como cliente e não como cobaia.