Em mídia paga o criativo hoje faz o trabalho que a segmentação fazia. A plataforma decide sozinha para quem entregar; o que você controla é o que aparece na tela. Por isso as marcas na Espanha trocaram uma peça cara por dez vídeos de criador.

O ciclo

Produza em lotes

Oito a doze vídeos por rodada, com ganchos diferentes, não variações do mesmo.

Suba tudo junto

Mesmo público, mesmo orçamento, tempo suficiente para sair do ruído.

Deixe morrer o que não rende

Sem apego.

Recorte o vencedor

O gancho que funcionou gera cinco variações no lote seguinte.

Renove antes da queda

Todo criativo cansa, e o próximo lote precisa estar pronto quando isso acontece.

O que muda no roteiro

Gancho em dois segundos, produto em cena cedo, legendas embutidas porque parte do público assiste sem som, e chamada para ação concreta.

O vídeo precisa parecer da plataforma, não de uma agência: vertical de verdade, luz do dia, ritmo de feed.

Os detalhes espanhóis

As datas concentram custo de mídia: liquidações de janeiro e de verão, Black Friday, Natal e Reis. O criativo dessas janelas se testa antes, não durante.

E o idioma não é detalhe: se o seu público está na Catalunha, no País Basco, na Galícia ou em Valência, uma versão na língua cooficial pode render mais que a castelhana, e quase ninguém produz.

O que precisa estar escrito

Que o vídeo pode ser impulsionado: são direitos de mídia paga, com prazo e território.

Que ele pode rodar pela conta do criador, se for o caso: é outro produto, com acesso, teto de verba e remuneração própria.

Sem essas duas linhas, você terá criativos prontos e campanhas paradas.

O erro mais caro

Julgar um criativo com um dia de dados e trocar de criador quando o problema era a oferta. O criativo amplifica o que existe: se o preço ou o frete não fecham, mais vídeo só faz mais gente descobrir isso antes.

Para seguir

Mídia paga com UGC é um processo de lote, teste e renovação. Nosso guia completo de UGC para marcas cobre briefing, direitos de uso e processo.