Em mídia paga o criativo hoje faz o trabalho que a segmentação fazia. A plataforma escolhe sozinha para quem entregar; o que você controla é o que aparece na tela. Daí a passagem, na França como em outros mercados, de um filme único para um fluxo de vídeos de criadores.
O ciclo
Produza em lotes de oito a doze vídeos, com ganchos diferentes. Suba todos juntos, mesmo público, mesmo orçamento. Deixe morrer o que não rende. Recorte o vencedor em cinco variações para o lote seguinte. Renove antes da queda, não depois.
É esse ciclo, e não uma ideia genial, que derruba de forma duradoura o custo de aquisição.
O que muda no roteiro
Gancho em dois segundos, produto em cena cedo, legendas embutidas, chamada para ação explícita. O vídeo precisa parecer com o feed, não com um comercial.
E uma particularidade francesa: o público reage mal à promessa exagerada. Um tom medido, uma demonstração concreta e uma ressalva honesta convertem mais que entusiasmo fabricado.
A transparência não é opcional
Desde a lei de influência de 2023, identificar um conteúdo comercial é obrigação, inclusive na afiliação, e algumas categorias têm a promoção por criadores proibida.
Na prática: a menção precisa estar visível no vídeo e no texto, e tanto a marca quanto o criador podem ser sancionados se faltar. Um lote de criativos entregue sem a menção é um lote inutilizável.
Os direitos a escrever antes de lançar
Veiculação em mídia paga: escopo e duração.
Veiculação pela conta do criador: acesso, duração, teto de verba, remuneração separada.
Corte e remontagem: autorizados ou não.
Sem essas três linhas, você terá criativos prontos e campanha parada.
Para seguir
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