O vídeo imobiliário no México segue há anos na direção errada. Imagens de drone e lentes grande angular vendem o anúncio ao corretor, não ao comprador, e os compradores aprenderam a desconfiar dos dois.

O tour no celular ganha da produção

Uma única tomada contínua, caminhando pelo imóvel em velocidade normal, na ordem em que alguém realmente entraria. Sem música, sem cortes, sem distorção de grande angular. Parece menos impressionante e gera visitas muito mais qualificadas, porque ninguém chega surpreso.

A grande angular é o problema central de credibilidade

Todo comprador já chegou a uma visita e encontrou um cômodo com metade do tamanho que as fotos sugeriam. Filmar numa distância focal normal é vantagem competitiva justamente porque pouquíssimos anúncios fazem isso.

Mostre o que o anúncio esconde

A rua, o barulho, as escadas, o estacionamento, o estado das áreas comuns. Nomear um defeito real ganha confiança suficiente para sustentar o resto do vídeo, e filtra quem teria desistido na porta.

Aluguel e venda são vídeos diferentes

Um inquilino olha o que está incluído, em quanto tempo pode se mudar e quanto é o depósito. Um comprador olha estrutura, documentação e como estará o bairro em dez anos. Usar um vídeo só para os dois desperdiça nos dois.

O contexto local importa

O abastecimento de água, a segurança, se o prédio tem gerador, como o bairro se comporta à noite. São perguntas mexicanas comuns, e um corretor que as responde na câmera está fazendo algo que quase ninguém faz.

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Perguntas frequentes

Por que evitar o drone?

Ele vende o corretor, não o imóvel.

Que lente usar?

Uma normal, sem distorção de grande angular.

Deve-se mostrar os defeitos?

Deve, é o que dá credibilidade ao resto.

Um vídeo serve para aluguel e venda?

Não, as preocupações são diferentes.