O mundo pet tem uma particularidade que muda todo o briefing: quem compra não é quem usa. O vídeo precisa convencer o tutor, não entreter com o animal.

O que realmente convence um tutor italiano

  • Que o animal aceite na primeira tentativa. Em alimentação essa é a pergunta número um, e se mostra sem corte.
  • A composição lida em voz alta, porque na alimentação pet italiana os compradores leem rótulos.
  • O tamanho em relação ao animal. Uma cama, uma coleira ou uma caixa de transporte com medida errada viram devolução.
  • A resistência. Em brinquedos, a dúvida é sempre quanto dura.
  • A praticidade para o humano: lava, vai na máquina, cabe no carro.

Por que o animal não deve atuar

Conteúdos em que o animal está visivelmente treinado para a cena convertem menos. O público vê a encenação e para de acreditar na reação, que era justamente a única prova que procurava. Um cachorro que cheira, hesita e depois come é mais eficaz que um cachorro que se joga na tigela sob comando.

O tom que funciona na Itália

A relação com o animal na Itália é familiar e afetiva, mas o público é alérgico ao antropomorfismo excessivo. Falar com o animal, tudo bem. Fazê-lo falar, não.

O que comprar para um teste

Três criadores com animais de portes e temperamentos diferentes. O tutor de um gato idoso não se reconhece no vídeo de um filhote hiperativo, e a maioria das marcas testa uma só situação.

As janelas de compra

Volta à rotina em setembro, Natal com presentes pet, primavera para antiparasitários e passeios, verão para viagens e caixas de transporte.

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Perguntas frequentes

Quem precisa ser convencido?

O tutor, não o animal.

Precisa mostrar a primeira reação?

Sim, sem corte.

O animal pode atuar?

Não, a encenação reduz a credibilidade.

Quantos criadores para um teste?

Três, com animais diferentes.