Duas semanas em que o país viaja, em que as cidades se esvaziam e em que as compras se deslocam para a costa.

O público desloca-se, não apenas o seu humor

Três deslocações simultâneas.

Geográfica: as grandes cidades esvaziam-se, as zonas costeiras e as cidades de província enchem-se.

Temporal: os dias desfasam-se, as compras fazem-se cedo de manhã ou tarde à noite.

E social: as decisões de compra tornam-se familiares e coletivas, menos individuais.

Uma consequência de segmentação: o mesmo anúncio geolocalizado sobre uma grande cidade atinge nesse período um público muito diferente do do resto do ano.

A compra faz-se antes da partida

Quatro categorias concentram a procura.

A viagem: bagagem, organização, transporte, alojamento.

A proteção: sol, insetos, calor, farmácia de viagem.

O conforto no local: geleira, cadeiras, jogos, têxtil leve.

E a prenda: o que se traz, ou o que se oferece à chegada.

Uma nota de formato: essas compras decidem-se depressa e comparam-se pouco. Um vídeo curto que mostra o uso real ganha a um vídeo explicativo.

Os comércios urbanos não devem calar-se

Três razões para continuar a publicar durante o período.

Parte da população fica, e dispõe de uma cidade vazia, sem engarrafamentos nem filas: é um argumento, não um handicap.

Os comércios de proximidade abertos enquanto os outros fecham captam uma clientela que não tem escolha.

E a concorrência publicitária desce, o que faz descer mecanicamente o custo de aquisição.

Uma oportunidade concreta: o vídeo que diz simplesmente «estamos abertos, estes são os nossos horários esta semana» é um dos mais rentáveis do ano para um comércio local.

O que se vende nessas duas semanas

Três famílias, e não se parecem.

O que se consome no local e se compra localmente: comida, bebida, artigos de praia esquecidos.

O que se repara ou substitui com urgência: a avaria do carro, a sandália partida, o carregador perdido.

E o que se reserva para mais tarde: as ofertas do regresso às aulas, compradas enquanto há tempo.

Uma organização útil: prepare dois conjuntos de vídeos, um para a semana anterior e outro para o período em si. Não são os mesmos produtos nem a mesma mensagem.

Filme em fevereiro

Três razões para filmar com muita antecedência.

Os criadores também estão em viagem durante o período, e indisponíveis.

Os prazos de entrega dos produtos alongam-se antes das férias.

E a luz de fevereiro presta-se bem às imagens de exterior, sem o calor que complica as rodagens mais tarde.

Uma prática económica: filmar no mesmo dia os vídeos de antes da partida e os do período, mudando a roupa e os cenários. O custo por vídeo desce muito.

O que o período muda nos hábitos

MomentoO que aconteceO conteúdo que serve
Duas semanas antesPreparam-se as deslocaçõesUma lista de preparativos
DuranteO comércio muda de horáriosUma mensagem sobre os horários
DepoisO regresso à rotinaUm conteúdo de arrumação

O que se filma com justeza

Um produto com um lugar real no período pode aparecer. Uma tradição religiosa não se transforma em cenário de campanha, e isso nota-se de imediato.

O que se pede antes de filmar

O acordo das pessoas filmadas, a autorização do local, e a opinião de alguém que vive a tradição sobre o que o vídeo mostra e as palavras usadas.

A ocasião que quase ninguém aproveita

Uma só, e abre-se todos os anos.

Os dias imediatamente a seguir ao fim do período, quando toda a gente regressa.

Surgem então três necessidades, e quase nenhuma marca as trata: arrumar e limpar o que volta da viagem, substituir o que se perdeu ou partiu, e retomar o ritmo da semana.

Um vídeo publicado nesse momento preciso encontra um público disponível, uma concorrência quase nula e uma necessidade real. É a janela mais barata de toda a época.

Uma última referência, válida para todo este período: não tente vender enquanto as pessoas viajam. Venda antes de partirem, sirva-as enquanto lá estão, e reencontre-as no dia do regresso.

Fontes

Verificado em 27 de agosto de 2026. Limites e alíquotas mudam: se este guia e a fonte oficial divergirem, vale a fonte oficial.