Quando os orçamentos se mexem, que prazo de reserva prever, e porque é que o calendário escolar complica tudo ali.

O prazo de reserva é a verdadeira restrição

É o que mais surpreende as marcas vindas de fora.

Ali, uma campanha marca-se com várias semanas de antecedência, por vezes um trimestre. As equipas planeiam, validam internamente, e não improvisam.

Duas consequências. Um criador disponível em quinze dias é um criador que ainda não tem clientes regulares, o que não é necessariamente mau sinal mas diz algo. E um pedido enviado três dias antes da rodagem pretendida será recusado, não por falta de interesse, mas porque o calendário não se reorganiza.

As janelas que contam

Quatro períodos concentram o essencial dos orçamentos.

Janeiro e fevereiro: os novos orçamentos estão abertos, as equipas procuram fornecedores, é o melhor momento para ficar referenciado.

De março a maio: a produção anda a todo o gás, é aí que se gasta o primeiro semestre.

Setembro e outubro: a preparação do fim do ano, com decisões rápidas porque falta tempo.

E novembro: o período comercial, preparado desde o verão e já fechado em outubro.

As duas janelas subestimadas

São aquelas em que a concorrência é fraca e os preços negociáveis.

O fim de julho e o mês de agosto: muitas equipas estão ausentes, mas as que ficam têm orçamento para comprometer antes do recomeço e ninguém a quem o confiar.

E a segunda quinzena de dezembro: já não se lança nada, mas filma-se tudo para janeiro. Uma marca que produz nessa altura chega pronta a 2 de janeiro, quando os concorrentes ainda só começam a procurar um prestador.

O que trava sempre à última hora

Três pontos, e voltam em cada campanha.

A validação jurídica das menções, que muitas vezes demora mais do que a própria rodagem.

O acordo sobre os direitos de utilização, sobretudo na duração e nos canais publicitários pagos.

E a disponibilidade do produto a enviar, que chega atrasado uma vez em cada três.

A defesa é simples: lance essas três diligências ao mesmo tempo que a procura do criador, não depois.

Os momentos que contam e a sua antecedência

PeríodoO que as marcas empurramAntecedência de produção
Fim do verãoRegresso às aulas, organização, escritórioDois meses
OutonoCasa, interior, calorSeis semanas
Fim de anoPresentes, entregas, orçamentosTrês meses
Início de anoOrdem, saúde, contabilidadeUm mês

O que se filma fora de época e se guarda

Qualquer vídeo sem cenário datado, sem tempo meteorológico e sem preço. Esses planos cobrem as semanas fracas e permitem responder a um pedido urgente sem improvisar.

O que se verifica antes de cada difusão sazonal

A data limite de encomenda, o stock e as menções obrigatórias ligadas a uma promoção, a confirmar com um jurista.

O conselho prático

Três regras de calendário que fazem ganhar dinheiro.

Reserve a rodagem seis a oito semanas antes da difusão pretendida, e confirme a data por escrito.

Produza nos períodos fracos, difunda nos períodos fortes. O conteúdo não sai de moda se evitar cenários datados.

E mantenha um calendário interno dos seus próprios prazos: data-limite de validação jurídica, data de envio do produto, data de entrega dos ficheiros, data de publicação. Uma campanha que falha ali falha quase sempre numa dessas quatro datas, nunca na criatividade.