O que filmar antes de ter clientes, quantas peças chegam, e como apresentá-las para ser contratado.
De três a seis vídeos, não mais
Quatro razões para parar aí.
Ninguém vê para lá do terceiro, e o sexto só serve se os cinco primeiros convenceram.
Um portefólio longo obriga o comprador a triar, o que é trabalho seu e não dele.
Cada peça adicional dilui a leitura da sua especialidade.
E um conjunto curto atualiza-se mesmo, ao passo que um conjunto longo nunca se atualiza.
Uma regra de composição: três formatos diferentes valem mais do que seis vídeos do mesmo tipo com seis produtos diferentes.
O que filmar sem clientes
Cinco peças a produzir com o que já tem.
A demonstração silenciosa, filmada em grandes planos, com o som real do objeto.
A opinião de frente para a câmara, trinta segundos, um problema e uma solução.
O formato três razões, estrutura mais pedida pelas marcas.
A comparação entre dois produtos que usa realmente.
E o vídeo com uma frase imposta que impõe a si próprio, para provar que sabe cumprir uma condicionante.
Uma precaução: um exemplo não encomendado apresenta-se sempre como tal, menção a escrever debaixo do vídeo. É uma questão de honestidade e nada retira ao seu valor de demonstração.
A regra que muda tudo: o nicho
Quatro razões pelas quais um portefólio especializado é contratado mais depressa.
Uma marca procura alguém que conheça a sua categoria, não alguém que saiba filmar tudo.
Um portefólio coerente permite adivinhar o resultado antes de encomendar, o que reduz o risco percebido.
A especialização autoriza um preço mais alto, porque substitui um tempo de explicação.
E torna possível o passa-palavra, já que se recomenda uma competência identificável, nunca uma polivalência.
Na prática: escolha duas categorias próximas, por exemplo casa e cozinha, ou beleza e cuidado, e deixe tudo o resto fora do portefólio, mesmo os seus melhores vídeos.
O que o torna profissional
Seis elementos que custam uma hora e mudam a perceção.
Um link acessível sem conta nem registo, condição absoluta.
Uma ordem decidida, com o vídeo mais pertinente em primeiro.
As informações de produção debaixo de cada peça, tratadas acima.
Um intervalo de preços, ausente na maioria e por isso distintivo.
Os seus dados profissionais e a sua capacidade de faturar.
E uma frase a indicar o que não faz, que tranquiliza mais do que uma lista de competências.
O que deve conter um portefólio curto
| Posição | O que se põe | Porquê |
|---|---|---|
| A primeira miniatura | O vídeo mais próximo do cliente visado | Decide em cinco segundos |
| As três seguintes | Três formatos diferentes | Mostram a amplitude |
| A última linha | O contacto e a disponibilidade | Evita uma ida e volta |
O que se retira sem hesitar
Tudo o que tenha mais de dois anos, tudo o que foi filmado com outro nível de material, e tudo o que fala de um setor que já não se procura.
O que se muda consoante o destinatário
A ordem, apenas. Um mesmo portefólio reordenado fala a três clientes diferentes, e leva dois minutos.
Como o fazer evoluir
Cinco regras de manutenção, aplicadas de três em três meses.
Substitua a peça mais antiga, nunca todas ao mesmo tempo.
Guarde os exemplos que se parecem com as encomendas que quer receber, não aqueles de que mais se orgulha.
Retire o que já não quer fazer, sob pena de continuar a recebê-lo.
Acrescente cada nova língua ou formato como uma peça distinta.
E anote, por cada encomenda obtida, que vídeo o comprador mencionou: é a única medida fiável da eficácia do seu portefólio.
Uma última referência: um portefólio não é uma coleção dos seus melhores vídeos, é uma amostra do que vai entregar na próxima semana. Uma marca que olha três peças coerentes, com prazos anunciados, já sabe o que compra, e é exatamente isso que despoleta uma primeira encomenda.



