O primeiro cliente quase nunca vem de uma plataforma: vem de uma mensagem enviada à empresa certa, no momento certo, com o anexo certo.
A quem escrever primeiro
Cinco famílias de empresas respondem mais depressa do que as outras.
As pequenas marcas de venda em linha
Já vendem, precisam de conteúdo todos os meses, e a decisão toma-se numa conversa.
A restauração
A necessidade é permanente, a decisão é local, e o orçamento é modesto mas recorrente.
Ginásios, institutos e clínicas
Compram conteúdo para captar clientes e pessoal, e ninguém os contacta.
As empresas que acabaram de arrancar
Não têm fotografias, nem vídeos, nem hábitos. Uma primeira colaboração instala-se ali com facilidade e dura.
As marcas latino-americanas que querem soar espanholas
É o nicho pior aproveitado: procuram uma voz local para não parecerem importadas, e pagam em conformidade.
O que é preciso ter antes de escrever
Três elementos, e nem um a mais.
Dois vídeos de exemplo, filmados sobre produtos que possui, na categoria visada.
Uma tarifa escrita, com o que está incluído e o que não está.
E uma maneira de ser contactada que não dependa de uma rede social.
Um site não é necessário. Uma pasta partilhada, testada num telemóvel desligado da sua conta, chega perfeitamente.
A mensagem que funciona
Quatro linhas, enviadas pelo canal que a empresa usa de facto.
A primeira nomeia algo preciso: o produto, a loja, um detalhe do último lançamento.
A segunda propõe uma ideia concreta, não um serviço: um vídeo que mostre tal uso, tal formato, tal duração.
A terceira dá o preço e o prazo.
A quarta remete para dois exemplos, não doze.
Nenhuma apresentação pessoal, nenhum historial, nenhum agradecimento antecipado.
Quantas enviar
O número que conta não é a quantidade de mensagens, é a quantidade de respostas por cada dez.
Abaixo de uma resposta em dez, não é o mercado que está saturado: é a mensagem que não funciona, ou o alvo que não é o certo.
Mude então uma só coisa de cada vez, por esta ordem: a primeira linha, os exemplos anexados, depois a tarifa mostrada.
A oferta que desbloqueia o primeiro sim
Uma só, e é eficaz porque retira o risco.
Proponha um primeiro vídeo a preço reduzido, mas com uma condição escrita: se o resultado servir, o resto faz-se à tarifa normal, num lote de três.
Não é trabalho gratuito, e não é um desconto permanente. É um ensaio enquadrado, com saída prevista.
Onde procurar os dez primeiros nomes
| Pista | O que a torna promissora | Rendimento |
|---|---|---|
| Marcas que já difundem anúncios em vídeo | O orçamento existe | O melhor |
| Lojas online sem vídeo nenhum | A necessidade é visível | Médio, mas duradouro |
| Marcas vistas numa plataforma | A procura está escrita | Rápido |
O que contém uma primeira mensagem que obtém resposta
Uma observação precisa sobre a marca, uma ligação para dois exemplos próximos do seu setor, um preço, uma data. Quatro linhas, enviadas a uma pessoa com nome.
O que se faz depois de dez mensagens sem resposta
Mudar o exemplo destacado, não o discurso. Nove em cada dez vezes, o problema vem do primeiro excerto mostrado, não do texto da mensagem.
O detalhe espanhol que muda a conversa
Cabe numa frase, colocada logo na primeira mensagem.
Diga se fatura, e sob que forma. Uma empresa estruturada não pode pagar sem documento em regra, e sabê-lo desde o início evita que desista por prudência.
É também o que a distingue de imediato dos criadores que só podem trabalhar com pagamentos informais, e abre o acesso a clientes mais regulares.
Verifique por fim as obrigações ligadas à sua situação com um consultor antes da primeira fatura, e não depois.



