O Quebec tem televisão própria, humoristas próprios, música própria e referências compartilhadas, e quase nada disso é conhecido no resto do Canadá. Uma campanha escrita em Toronto não consegue pegar emprestada nenhuma delas.
A cultura compartilhada é realmente separada
Uma referência que metade do Quebec reconheceria na hora pode não significar nada trezentos quilômetros a oeste. Funciona nos dois sentidos: campanhas nacionais caem planas no Quebec, e referências quebequenses confundem um público canadense anglófono.
É por isso que o mercado premia criadores locais
Um criador do Quebec traz as referências sem precisar ser informado sobre elas. Ele sabe qual expressão está em uso, qual piada está gasta e qual referência vai soar como esforço exagerado. Esse conhecimento não é transferível por um briefing.
O humor é o maior risco e o maior retorno
A publicidade quebequense tem uma longa tradição de humor e o público espera um nível mais alto que na maioria dos mercados. Uma piada que funciona constrói afeto real por uma marca; uma piada que erra soa como um estrangeiro imitando uma cultura, o que é pior que não tentar.
Não traduza uma piada
A comédia depende de ritmo, escolha de palavras e referência compartilhada, e nada disso sobrevive à tradução. Se a versão em inglês é engraçada, a versão em francês precisa da piada dela e não de uma versão da primeira. Orce isso em vez de supor que vem de graça.
A versão prática
Contrate um criador quebequense, dê a ele a mensagem em vez do roteiro, e deixe que ele encontre a referência. Depois peça a outra pessoa do Quebec para assistir antes de publicar, porque o modo de falha aqui é invisível de fora.
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Perguntas frequentes
Referências nacionais funcionam no Quebec?
Muitas vezes não, a cultura compartilhada difere.
Por que contratar um criador local?
Ele traz referências que um briefing não transfere.
Dá para traduzir uma piada?
Não, ela precisa da própria piada.
Quem deve revisar?
Outra pessoa do Quebec.



