Três dias que decidem um trimestre. O que filmar em março, e porque o preço sozinho deixou de funcionar.
O que diferencia já não é o desconto
Três razões pelas quais a percentagem deixou de chegar.
Toda a gente anuncia um desconto nesses dias, o que torna o número invisível.
Parte dos descontos é vista como calculada sobre um preço subido umas semanas antes, o que instalou uma desconfiança duradoura.
E a decisão de compra assenta na prestação e na confiança na entrega, não na percentagem.
O que diferencia realmente: a demonstração do produto por uma pessoa comum, o detalhe do financiamento, a clareza sobre os prazos e a prova de que o serviço pós-venda existe.
O pagamento a prestações faz parte do guião
Quatro elementos a integrar no guião.
O número de pagamentos e o valor, tratados acima.
O que está ou não incluído no preço mostrado, nomeadamente a entrega.
Os meios de pagamento aceites, informação mais decisiva do que se julga.
E as condições de devolução, muitas vezes o último travão.
Uma nota de conformidade: qualquer anúncio com números sobre o financiamento verifica-se antes da difusão, e o vídeo tem de poder ser retirado depressa se as condições mudarem.
Filmar em março
Quatro razões pelas quais a produção se faz dois meses antes.
Os criadores estão disponíveis, o que já não será verdade em abril.
Os produtos estão em stock e podem ser enviados sem urgência.
As validações, incluindo as jurídicas, levam o tempo necessário.
E guarda abril para as variantes e as correções, não para a produção inicial.
Uma consequência de planeamento: a rodagem de março produz uma base neutra, e as menções de preço acrescentam-se em texto no ecrã à última hora. É isso que permite mudar um número sem voltar a filmar um vídeo.
Stock e promessa de entrega
Quatro erros que custam mais caro do que a campanha.
Promover um produto cujo stock não aguentará três dias.
Anunciar um prazo de entrega que não será cumprido, o que produz avaliações negativas duradouras.
Esquecer de precisar as zonas do país onde o prazo é maior.
E deixar em linha um vídeo que promove um artigo esgotado, o que transforma a campanha num gerador de deceção.
O que preparar para o segundo dia
Três conteúdos que quase ninguém prevê.
A resposta às perguntas mais feitas no primeiro dia, filmada nessa mesma noite e publicada na manhã seguinte.
A versão curta que recorda as condições, para quem hesita há vinte e quatro horas.
E a mensagem de última hora, filmada com antecedência, que anuncia o fim da operação sem exagerar a urgência.
Uma nota de produção: esses três conteúdos filmam-se em março, com os outros, deixando os números em branco.
O que se filma para uma semana comercial
| Tipo de vídeo | O que faz | Quantidade útil |
|---|---|---|
| O gancho de produto | Parar o deslizar | Três variantes do início |
| A demonstração | Levantar a dúvida | Uma por produto |
| A resposta a objeções | Tratar entrega e devolução | Uma só, reutilizável |
O que distingue uma semana comercial de uma promoção isolada
O volume e a concorrência. Toda a gente publica ao mesmo tempo, por isso o vídeo que ganha é o que diz uma coisa precisa, não o que grita mais alto.
O que se guarda para depois
Os vídeos sem menção da operação. Terminada a semana, voltam à publicidade corrente sem nova filmagem.
O que se guarda para depois
Quatro usos das imagens depois de terminada a operação.
As demonstrações de produto, reutilizáveis todo o ano depois de retiradas as menções.
As opiniões de clientes, que alimentam as fichas de produto.
Os planos de serviço e de entrega, que servem em período normal.
E as variantes não difundidas, que se tornam a base dos testes publicitários do trimestre seguinte.
Uma última referência: esses três dias não se ganham com o maior desconto, ganham-se com o vídeo que responde mais depressa à única pergunta que quem compra faz diante do ecrã: quanto por mês e quando chega.



