Como as marcas de óculos no Brasil usam o UGC, os formatos try-on e styling, e como os criadores entregam.
Porque a ótica se presta tão bem ao UGC no Brasil
Sete razões próprias desta categoria e deste mercado.
O produto usa-se no rosto, portanto nenhuma fotografia de estúdio substitui uma prova filmada.
A luz do país é forte, o que torna o solar útil todo o ano e não sazonal.
A escolha faz-se em grupo, mostrando a armação a quem está à volta, e o vídeo circula.
Os rostos são muito diversos, e uma só imagem de marca não representa nada.
A compra em linha cresce, mas o medo de errar o tamanho continua a ser o primeiro travão.
O preço médio justifica um conteúdo explicativo, ao contrário de uma compra por impulso.
E a armação graduada escolhe-se para anos, o que torna o comprador paciente e atento aos pormenores.
Os formatos que convertem em ótica
Sete formatos, do mais útil ao mais decorativo.
A prova de três armações no mesmo rosto, filmada sem corte entre elas.
A comparação de dois tamanhos da mesma armação, formato que ninguém produz e que responde à verdadeira pergunta.
O styling por ocasião: trabalho, praia, condução, noite.
O dia inteiro com o mesmo par, que prova o conforto melhor do que uma declaração.
A demonstração de solidez: dobrar, queda ligeira, limpeza, arrumação.
A passagem de graduado a solar, ou o inverso, para as gamas que o permitem.
E o desembrulho, útil apenas se o estojo e os acessórios fizerem parte do argumento.
Mostrar bem o assentamento e os reflexos
Sete gestos de rodagem que separam um vídeo útil de um vídeo bonito.
Filmar de frente para uma janela, mas ligeiramente desviado, para evitar o retângulo branco nas lentes.
Acrescentar um plano de três quartos e um de perfil, tratados acima.
Mostrar a armação pousada numa mão, para dar a escala real.
Filmar o momento em que se calça a armação, que revela o apoio no nariz.
Sorrir uma vez, porque as maçãs do rosto sobem a armação e mudam tudo.
Mostrar o gesto de voltar a subir a armação se existir, em vez de o esconder.
E terminar num plano fixo de dez segundos, imóvel, onde quem vê possa mesmo olhar.
Filmar lentes sem se ver nelas
Seis soluções para o problema mais comum da rodagem em ótica.
Colocar-se a quarenta e cinco graus da fonte de luz, nunca de frente para ela.
Desligar os ecrãs situados atrás da câmara, primeiros responsáveis pelos reflexos quadrados.
Vestir roupa escura e lisa, que reflete muito menos do que um padrão claro.
Baixar ligeiramente o queixo, o que desloca o reflexo para baixo da linha dos olhos.
Filmar na rua à sombra, a melhor luz gratuita para esta categoria.
E verificar cada tomada no ecrã antes de continuar, porque um reflexo nunca se corrige na montagem.
Onde circula o conteúdo e como funciona a licença
Sete utilizações, com o que implicam do lado dos direitos.
A ficha de produto da marca, muitas vezes a primeira utilização pedida.
A publicidade paga, que se fatura à parte e se limita no tempo.
As páginas das óticas revendedoras, que têm de ser incluídas explicitamente se forem visadas.
Os mercados em linha, cujas condições de utilização têm de ser compatíveis com a sua licença.
As montras e ecrãs em loja, uma utilização muitas vezes esquecida nos contratos.
O catálogo sazonal, que prolonga a duração de exploração para lá da campanha.
E a republicação pela marca nas redes dela, a distinguir da publicidade paga.
O que não se pode afirmar sobre óculos
Seis precauções, a validar com um jurista e junto da autoridade competente antes da rodagem.
Qualquer alegação de proteção contra radiações depende de regulamentação própria e verifica-se.
Um efeito sobre o cansaço ocular ou o sono é uma alegação a validar antes de ser pronunciada.
Uma armação graduada implica uma correção prescrita, o que não é da alçada do criador.
As menções de norma ou de certificação citam-se tal e qual, nunca reformuladas.
O vocabulário médico deve ser evitado por completo, mesmo a título de comparação.
E uma promessa sobre a duração de vida do produto compromete a marca, não o criador que a pronuncia.
O que deve mostrar um vídeo de óculos
| Plano | O que resolve | Detalhe técnico |
|---|---|---|
| O rosto de frente | A largura em relação aos traços | Nenhuma deformação de objetiva |
| O perfil | O comprimento das hastes | Uma luz lateral |
| O grande plano da armação | A matéria e a dobradiça | Uma mão para dar a escala |
O que quase sempre falta
A correspondência com a forma do rosto. Dizer simplesmente que tipo de rosto se tem e porque é que esta armação serve responde à pergunta que trava mais compras.
O que nunca se promete
Uma correção, um conforto visual, uma proteção contra a luz ou um efeito sobre o cansaço. Estes enunciados cabem a um profissional da visão, e uma norma de proteção confirma-se com o fabricante.
Construir um canal de conteúdo de ótica duradouro
Sete etapas para transformar uma missão em série.
Constituir uma biblioteca de rostos diferentes, a verdadeira riqueza de uma marca de óculos.
Voltar a filmar a mesma armação em três morfologias, o que multiplica a utilização sem produto novo.
Fixar um cenário e um enquadramento constantes, para que os vídeos se comparem entre si.
Prever a devolução do produto ou a compra dele, pergunta sistemática nesta categoria.
Documentar a referência exata no ecrã, porque os modelos parecem-se muito.
Renovar por estação, guardando os vídeos que explicam em vez dos que decoram.
E guardar as imagens em bruto por montar, muitas vezes reutilizadas pela marca um ano depois.
Uma última referência: no Brasil, um vídeo de óculos que mostra honestamente uma armação mal assente vende melhor do que um em que tudo cai na perfeição. O comprador não procura a prova de que a armação é bonita, procura a prova de que vai assentar no rosto dele, e essa prova passa sempre pelo perfil.



