Uma frase basta para transformar um vídeo em risco. Mas esquece-se quase sempre que a imagem diz tanto quanto o texto, e que nunca é revista.

O que não pode ser afirmado

As alegações relativas à saúde, ao tratamento, à prevenção, à cura ou ao efeito sobre uma patologia dependem de regras precisas.

Variam com a natureza exata do produto, a sua qualificação e o seu registo. Verificam-se antes de escrever o briefing, com as regras aplicáveis e a autoridade competente, e com um especialista do setor em caso de dúvida.

Uma regra prática cabe numa frase: nada do que não esteja escrito na embalagem validada se diz no vídeo, nem em voz alta nem no ecrã.

O que pode ser contado

Muito, e é isso que torna a categoria interessante.

O gesto e o seu momento do dia. A textura, o cheiro, a absorção, o que deixa ou não deixa na pele. O formato do recipiente, a bomba, a tampa, o que se parte numa viagem. A quantidade usada e a duração real de um frasco.

Esses elementos são observáveis, não constituem alegação nenhuma, e são eles que decidem a recompra.

O antes e depois exige regras

É o pedido que volta sempre, e o que põe a campanha em perigo.

Se for equacionado, supõe condições estritas: mesmo enquadramento, mesma luz, mesma distância, nenhum retoque, uma duração anunciada, e uma menção clara do que não é garantido. As regras aplicáveis a esse tipo de representação verificam-se antes da rodagem.

Em caso de dúvida, substitua-o pela continuidade: a mesma pessoa, o mesmo gesto, filmado em três momentos. Conta um hábito, não uma transformação.

Quem fala conta

Um criador fala em seu nome, da sua experiência, no passado e na primeira pessoa.

Nunca fala em nome de uma profissão, não dá indicações de uso, não recomenda uma posologia e não responde a quem descreve um sintoma. A fronteira não está no assunto, está na posição de quem fala.

O briefing protege as duas partes

Duas colunas, uma página, assinada por ambos.

À esquerda, os factos autorizados, copiados da embalagem. À direita, as formulações proibidas, incluindo as orais e as improvisadas, e os objetos proibidos no enquadramento.

Esse documento protege a marca de uma comunicação não conforme, e o criador de um pedido que não pode aceitar.

O que é preciso entregar além disso

Duas versões, sempre.

Uma versão completa e uma versão sem a frase mais sensível, entregues juntas. Se uma plataforma ou uma revisão interna pedir uma retirada, a campanha continua no mesmo dia em vez de parar uma semana.

O que este setor encomenda e o que proíbe

O compradorA sua encomenda tipoO seu limite
Uma marca de cosmética de farmáciaA textura e a rotinaNenhuma promessa terapêutica
Uma farmáciaO conselho na prateleiraNenhuma opinião médica individual
Um laboratórioA explicação de um usoUm guião validado internamente

O que o vocabulário muda juridicamente

Hidratar não é tratar, acalmar não é curar. As alegações autorizadas são definidas pela regulamentação aplicável, e o texto exato vem do fabricante, nunca da inspiração do momento.

O que o criador deve recusar com cortesia

Mostrar uma patologia, comparar com um tratamento ou afirmar um resultado sobre a pele. Qualquer pergunta desse tipo remete-se a um profissional de saúde, e o vídeo limita-se a descrever um gesto e uma sensação.

O que se mede

Não as visualizações.

A taxa de recompra, a descida das perguntas ao apoio sobre a utilização, e o número de devoluções ligadas a uma expectativa frustrada. São os três números que dizem se o vídeo disse a verdade.

Fontes

Verificado em 27 de agosto de 2026. Limites e alíquotas mudam: se este guia e a fonte oficial divergirem, vale a fonte oficial.