Quando o criador está em um país e a marca em outro, os cinco pontos de sempre pesam em dobro. Não porque a lei mude, mas porque ninguém vai resolver uma discussão com uma ligação rápida.

Os cinco pontos a colocar por escrito

  1. Canais. Orgânico nos perfis do criador, orgânico nos seus, mídia paga: três níveis, três preços.
  2. Prazo. Três, seis ou doze meses. O uso indefinido é cobrado como tal.
  3. Território. É o ponto que mais importa em espanhol: o mesmo vídeo pode servir na Argentina, no México, na Colômbia e na Espanha, e cada território adicional tem preço.
  4. Edição. Se você pode recortar, trocar legendas, usar trechos, substituir a locução.
  5. Consentimento de imagem. Rosto e voz são um direito da pessoa, separado do arquivo.

O que acrescentar quando o criador está no exterior

A lei aplicável e o idioma do acordo

Duas linhas que ninguém escreve e que definem o que acontece se algo der errado.

O meio de pagamento e quem absorve as taxas

Não é detalhe contábil: é a causa mais frequente de uma entrega correta terminar em avaliação ruim.

Os dois erros mais caros

Usar o vídeo depois do vencimento

Aparece quando alguém aponta, e aí já não é negociação.

Comprar sem território definido

Se o acordo diz apenas "uso digital", você vai discutir no dia em que quiser anunciar em outro país, que é justamente o dia em que o vídeo está funcionando.

O que basta

Um documento de duas páginas: o serviço, os cinco pontos, lei aplicável, preço, prazos, revisões.

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Perguntas frequentes

Qual ponto pesa mais?

O território, porque o vídeo serve em vários países.

Precisa de lei aplicável?

Sim, quando as partes estão em países diferentes.

Quem paga as taxas?

Define-se por escrito, antes da entrega.

Um acordo por email basta?

Sim, se trouxer os cinco pontos.