Na loja, o vídeo continua a trabalhar depois do clique. Desde que não contenha nada que envelheça numa semana.
O código no linear prolonga a etiqueta
É o uso mais rentável e o menos explorado.
Um código impresso na etiqueta ou num suporte no linear remete para um vídeo curto: a demonstração, a escala real, o que está na caixa, a montagem.
Responde exatamente ao que a pessoa se pergunta, de pé diante do produto, sem vendedor disponível. E não pede nenhum investimento material: o linear já existe.
Três categorias ganham de imediato: os produtos que se montam, aqueles cujo uso não é óbvio, e os que existem em várias variantes difíceis de comparar na embalagem.
O que o vídeo deve conter nesse caso
Quatro elementos, e nenhum data.
O produto fora da caixa, pousado ao lado da embalagem, para a escala.
O gesto principal, filmado por inteiro, sem corte.
A lista do que está incluído, mostrada em plano.
E a duração real de uma operação: montagem, preparação, carregamento, secagem.
Junte uma versão muito curta, de dez a quinze segundos, para quem vê de pé num corredor, e uma versão longa para quem hesita mesmo.
Os ecrãs em loja
Obedecem a regras físicas, não a regras de criação.
A pessoa passa, não pára, olha de longe e sem som. O que funciona: um grande plano reconhecível num segundo, um ciclo sem princípio nem fim aparentes, e uma palavra legível a três metros.
O que falha: o texto longo, o plano geral, o gancho falado, o logótipo no fim, e o preço, pela razão descrita na caixa.
A duração útil é curta, dez a quinze segundos repetidos. Um vídeo de trinta segundos em loja nunca é visto por inteiro.
O que é preciso prever no briefing
Cinco pontos, todos escritos antes da rodagem.
Os formatos e o peso de ficheiro aceites pela loja ou pelo distribuidor.
Uma versão sem texto incrustado, para poder acrescentar uma menção ou uma língua mais tarde.
Um plano de produto fixo de dez segundos, sem mãos e sem movimento: é aquele que voltam sempre a pedir e que não se fabrica depois.
Os direitos a cobrir explicitamente a difusão em ponto de venda e pelos revendedores, que não estão incluídos por defeito numa licença publicitária.
E as autorizações das pessoas filmadas, válidas para esse suporte.
Este último ponto trava mais difusões do que todos os outros juntos. As obrigações aplicáveis às menções, às alegações e à imagem das pessoas dependem da sua situação e verificam-se com um jurista, antes da entrega dos ficheiros.
Os seus revendedores não têm nada
É o ponto cego da maioria das marcas.
Os comércios que vendem os seus produtos não têm conteúdo, nem tempo, nem competência para o produzir. Publicam portanto as fotografias do fabricante, ou nada.
Dê-lhes um dossiê simples: dois vídeos curtos sem logótipo dominante, uma versão sem texto, o plano de produto fixo, e uma página a dizer o que publicar e onde. O custo é nulo, já que a rodagem existe, e o efeito é imediato, porque esses comércios falam a clientes que a sua publicidade não alcança.
O que o vídeo muda num comércio físico
| Objetivo | O que se filma | Onde serve |
|---|---|---|
| Fazer entrar | A montra e a rua | Redes locais |
| Tranquilizar antes de vir | O interior, os horários visíveis | Ficha do estabelecimento |
| Fazer comprar no local | O produto experimentado ao balcão | Ecrã na loja |
O que se prepara com a equipa
Uma janela sem clientes, uma pessoa disposta a aparecer, a zona onde filmar e o produto a mostrar. Trinta minutos bem preparados valem duas horas improvisadas.
O que envelhece depressa e se volta a filmar
Um preço exposto, uma promoção, uma decoração de época. Filmar esses planos à parte permite substituir dez segundos em vez de todo o vídeo.
O que se mede
Dois números, e são acessíveis sem ferramenta.
O número de leituras do código no linear, por referência e por loja. Diz que produto levanta uma pergunta, e onde.
E a evolução das vendas dessa referência nas lojas equipadas, comparada com as outras. É a única medida que isola o efeito do dispositivo, e só exige uma folha de cálculo.
Fontes
Verificado em 4 de setembro de 2026. Limites e alíquotas mudam: se este guia e a fonte oficial divergirem, vale a fonte oficial.



