Está no corredor, telemóvel no ar, produto na mão, e alguém de uniforme vem na sua direção.
Nada do que está a fazer é errado. Também não vai continuar, e a razão não é a lei. É que está em cima da propriedade de alguém e ninguém lhe perguntou.
Quem é dono do chão que pisa
Só essa pergunta responde a quase todas as versões do problema.
A rua
Filmar-se numa rua pública não estranha a ninguém e não precisa de autorização. O que muda a situação não é a câmara, é o equipamento: um tripé, uma luz, uma segunda pessoa a segurar um refletor, e deixou de parecer uma pessoa a filmar para parecer uma rodagem.
É o momento em que uma câmara municipal pode ter uma opinião sobre filmagem comercial na via pública, e a única resposta certa é perguntar-lhe em vez de adivinhar, porque a regra é fixada localmente e muda de rua para rua.
Lojas, estações, ginásios, centros comerciais
Abertos ao público e privados, todos eles. Decide a política do operador, não um direito geral, e o pessoal aplica essa política em vez de o julgar.
Essa política existe quase sempre por razões que nada têm a ver com o seu vídeo: outros clientes no plano, a segurança, e uma instrução geral de parar tudo o que pareça uma gravação com fim comercial.
Uma casa, uma oficina, um restaurante
O negócio ou a sala de alguém. Autorização escrita, obtida antes da filmagem, e se foi a marca que escolheu o local, obtê-la é trabalho dela e não seu.
| Onde está | Quem pode dizer que sim | O que acontece se começar sem mais |
|---|---|---|
| Rua pública, só telemóvel | Ninguém tem de dizer | Em geral, nada |
| Rua pública, tripé e luzes | A câmara municipal, localmente | Pedem-lhe que circule |
| Loja, estação, centro comercial | O operador, no próprio dia | Param-no, com educação e depressa |
| Espaço privado usado como cenário | O proprietário, por escrito | A marca herda o seu problema |
A última linha é a cara. Um criador travado num supermercado perde dez minutos. Uma marca que passa um anúncio filmado num espaço que ninguém autorizou tem um problema de outra natureza, e ele começa com o seu nome na entrega.
O que a marca não sabe que está a pedir
Os briefings escrevem coisas como filma isso num supermercado, como se fosse um cenário, na mesma lista de filma isso com luz natural.
Não é um cenário, é a propriedade de um terceiro, e muitas vezes a de um distribuidor que também vende os concorrentes da marca e que tem regras próprias sobre aparecer. A marca não pode conceder uma autorização que não tem, e uma linha num briefing não é uma autorização.
Por isso devolva uma pergunta antes do dia da filmagem: existe acordo com a insígnia, ou isto filma-se noutro sítio? Essa pergunta nunca estragou uma relação, e salvou imensas tardes.
Pedir de modo que resulte
Vá ao responsável de turno e não ao funcionário mais próximo, porque o funcionário mais próximo não tem autoridade para dizer que sim e tem todas as instruções para dizer que não.
Diga o nome da marca, diga quanto tempo demora, diga que não haverá tripé nem outros clientes no plano, e vá em hora morta. Ofereça-se para lhes mandar o vídeo pronto. Um número surpreendente de responsáveis diz que sim a um pedido educado de trinta segundos e diz que não à mesma pessoa a filmar sem perguntar.
A versão que resulta sempre
Compre os produtos e filme-os em casa.
O UGC de loja mais convincente é filmado nos primeiros trinta segundos, antes de alguém reparar, que é precisamente por isso que parece um telemóvel e não uma rodagem. O mesmo plano, montado na sua própria bancada com dois adereços, é indistinguível num enquadramento de nove por dezasseis e vem sem ninguém a caminhar na sua direção.
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Perguntas frequentes
Posso filmar outras pessoas em fundo?
Evite quando puder, e reenquadre em vez de discutir. As caras não autorizadas são a parte que o departamento jurídico de uma marca repara, e cortar um plano aberto custa menos do que substituí-lo mais tarde.
E se o pessoal me pedir para apagar as imagens?
Pare de filmar e saia. Podem exigir que pare e que se vá embora, e saber se podem exigir a eliminação não é uma discussão para se ter num corredor.
O seguro de responsabilidade civil cobre isto?
É uma pergunta diferente da da autorização, e merece ser entendida por si. Um seguro responde pelo que acontece se algo correr mal, nunca por você ter o direito de estar ali.
É preciso autorização para uma montra a partir do passeio?
Filmar o exterior de um edifício a partir de um passeio público não costuma dar problema. Filmar através da montra os clientes lá dentro já é outra coisa.