Neuquén não se parece com o resto do país. A atividade de petróleo e gás trouxe empresas de serviços, salários altos e um consumo que aguenta quando outras províncias freiam. Para um criador, é o melhor mercado B2B fora da capital e o menos trabalhado.

O cliente não é uma marca, é um fornecedor

Aqui quem paga costuma ser uma empresa de serviços: perfuração, logística, segurança industrial, equipamentos, alojamento para equipes. Não vendem a consumidores, vendem a outras empresas. Isso muda o vídeo: não há emoção, há capacidade, segurança e cumprimento de prazo.

Vídeo técnico, não publicitário

O que compram é material que explique um procedimento, mostre uma obra concluída ou apresente uma equipe. Ninguém espera um gancho de três segundos. Mas esperam que você não diga uma barbaridade técnica, então pergunte antes e peça a alguém da empresa para revisar o roteiro.

Segurança antes da câmera

Em qualquer planta ou campo há regras de acesso, capacete, proteção e áreas onde não se filma. Chegar sabendo disso, com a roupa correta e sem discutir, te torna contratável. A maioria dos criadores perde o trabalho ali, antes de ligar o celular.

Preços de mercado alto

Salários e custos locais são mais altos que no resto do país, e as tarifas acompanham. Não aplique a referência de Buenos Aires, e menos ainda a de uma província pequena. Cobre o que custa trabalhar aqui, incluindo deslocamento e espera, que em campo pode ser meio dia.

O que sustenta a carteira

Além do B2B há o consumo local, que é forte: gastronomia, vestuário, esporte, turismo em direção à cordilheira. Serve para preencher os meses em que as grandes empresas estão em licitação e não compram nada.

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Perguntas frequentes

Quem contrata aqui?

Empresas de serviços, não marcas de consumo.

Que vídeo pedem?

Técnico e explicativo, não publicitário.

O que me descarta na hora?

Não respeitar as regras de segurança.

Cobro como em Buenos Aires?

Não, o mercado local é mais alto.