Moeda, impostos sobre serviços exportados, formulários exigidos pelo cliente, e como o dinheiro chega realmente.

Orçamente na moeda do cliente

É a decisão que simplifica todo o resto, e toma-se uma vez.

Um cliente habituado a receber orçamentos na sua moeda compara mais facilmente, aprova mais depressa, e não lhe pede para converter.

Duas precauções. Fixe o preço a partir do que quer receber no seu país, e depois converta com uma margem para absorver a variação, não ao contrário. E escreva a moeda por extenso no orçamento e na fatura, porque um símbolo de dólar sozinho é ambíguo dos dois lados da fronteira.

Os impostos não se tratam como no mercado interno

Três pontos, e mudam a sua fatura.

Um serviço prestado a um cliente estabelecido no estrangeiro não segue as mesmas regras de tributação que uma prestação local.

O lugar onde o serviço é considerado consumido conta mais do que o lugar onde filma.

E a sua obrigação de registo depende da faturação total, não apenas das vendas locais.

Estes três elementos verificam-se uma vez com um contabilista, antes da primeira fatura de exportação. Um erro de tratamento corrige-se com dificuldade depois de fechado o exercício.

O dinheiro chega de várias maneiras

Quatro canais, com prazos e custos muito diferentes.

A transferência bancária internacional: lenta, com custos repartidos por vários bancos, e um câmbio aplicado pela instituição.

Os serviços de transferência especializados: mais rápidos, com um câmbio mais próximo do mercado e custos anunciados à partida.

As plataformas de pagamento em linha: práticas para valores pequenos, caras em percentagem.

E o cheque, ainda usado por algumas empresas, que acrescenta duas semanas ao prazo.

Uma regra: pergunte na primeira troca que canal o cliente usa, e adapte o prazo que anuncia em conformidade.

Onde se posicionar em preço

Três referências, e evitam dois erros simétricos.

Não converta mecanicamente a sua tarifa local: vai vender-se barato demais.

Também não copie as tarifas apresentadas pelos prestadores do mercado dele: o seu custo de produção não é o mesmo, e o seu argumento não é o preço.

Posicione-se pelo que traz de específico: o cenário, a língua, o fuso horário compatível, a capacidade de voltar a filmar depressa.

O que se fixa antes da primeira fatura

PontoA escrever no orçamentoEfeito se esquecido
A moedaUma só, escolhidaUma perda cambial
O modo de recebimentoTransferência ou plataformaEncargos imprevistos
O prazo de pagamentoUma data, não uma duração vagaUma liquidação adiada

O que se compara entre duas vias de recebimento

O custo total, não a taxa anunciada. Uma transferência com encargos fixos pesa muito numa soma pequena, uma plataforma em percentagem pesa muito numa grande.

O que se pergunta a um profissional

O tratamento fiscal de uma prestação vendida ao estrangeiro, os impostos aplicáveis, os formulários eventuais e os comprovativos a guardar, a confirmar com um contabilista.

O que guardar

Cinco documentos, para cada trabalho de exportação.

O orçamento aceite por escrito, com a moeda.

A fatura, com a menção do tratamento fiscal aplicado.

O formulário fiscal enviado, com a data.

O extrato que mostra o montante realmente recebido e os custos descontados.

E o câmbio aplicado no dia da conversão.

Estas cinco peças levam dois minutos a arquivar e poupam um dia inteiro na altura da declaração anual, quando é preciso explicar porque é que o montante faturado e o montante recebido não coincidem.