Trabalhar para clientes do exterior é a forma mais rápida de um criador argentino melhorar o que ganha, e também a que mais gera problema quando nada é combinado por escrito. A diferença entre um bom trabalho e uma dor de cabeça quase sempre está na mensagem anterior à gravação.
Fixar o preço em dólares
É a prática normal e o cliente do exterior entende sem explicação. O que precisa ser esclarecido é o que acontece entre o acordo e o pagamento: se o preço é em dólares, paga-se em dólares ou pelo câmbio do dia do pagamento, e isso fica escrito antes de começar.
Quem paga as taxas
Uma transferência internacional, uma plataforma de pagamentos ou um intermediário têm custos. Se não for esclarecido, esses custos saem do seu honorário e você descobre na hora de receber que ganhou menos que o combinado. A frase que resolve isso é simples: o valor combinado é o que deve chegar na sua conta.
Prazos que não são os locais
Uma empresa dos Estados Unidos ou da Europa pode ter prazos de pagamento de trinta ou sessenta dias a partir do recebimento do comprovante. Não é má intenção, é a norma deles. Perguntar antes evita planejar o seu mês contando com um dinheiro que chega dois meses depois.
Idioma e neutralidade
Se o cliente vende em outros países de língua espanhola, vai pedir espanhol neutro. Isso é trabalho extra real: trocar expressões locais, cuidar do voseo, ajustar o ritmo. Cobra-se à parte e convém dizer ao orçar, não depois de pedirem correção.
O que sempre deixar por escrito
Preço e moeda, quem cobre taxas, prazo de pagamento, número de revisões incluídas, e direitos com canais, território e prazo. Cinco linhas numa mensagem bastam. Não precisa de contrato longo, precisa estar escrito.
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Perguntas frequentes
Em que moeda cobro?
Em dólares, com a regra de câmbio escrita.
Quem paga as taxas?
O cliente, se você esclarecer antes.
Quanto demoram para pagar?
Pode ser trinta ou sessenta dias, pergunte.
O espanhol neutro se cobra?
Cobra, é trabalho adicional.



