O formato dia na vida vende por contexto e não por demonstração. Ele mostra onde um produto se encaixa numa vida que o espectador reconhece, e falha quando mostra uma vida que ninguém tem.

O produto deve ser incidental

Se o vídeo é estruturado em torno do produto, é um anúncio. Se o produto aparece três vezes num dia que teria acontecido de qualquer jeito, o espectador tira a conclusão sozinho, o que é uma posição bem mais forte para a marca.

A vida precisa ser reconhecível

Um apartamento impecável, uma manhã lenta, uma pessoa sem obrigações. Essa é uma vida que o público não tem, e faz o produto parecer de outra pessoa. Uma manhã apressada com bagunça ao fundo convence mais e é mais barata de filmar.

Funciona melhor para produtos sem demonstração

Algumas coisas não podem ser mostradas funcionando: um serviço, uma apólice de seguro, um app que roda em segundo plano, uma comida que simplesmente se come. Para essas, o contexto é a única prova disponível, e é por isso que esse formato existe.

A versão canadense tem o clima dentro

Um dia numa vida canadense em fevereiro inclui um casaco, um para-brisa raspado e um deslocamento no escuro. Filmar esse dia sem o clima produz algo que soa gravado em outro lugar, e o público percebe sem conseguir dizer por quê.

É o formato mais fácil de filmar mal

Longo, sem estrutura, sem ponto, e cheio de material que ninguém precisava. Dê a ele uma coluna vertebral: uma coisa de que o dia trata, três momentos que a mostram, e um final. Sem isso é um diário e não uma comunicação.

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Perguntas frequentes

Que destaque o produto deve ter?

Incidental, não estrutural.

O que torna a vida crível?

Bagunça, pressa e obrigações.

Quando esse formato serve?

Quando um produto não pode ser demonstrado.

O que o arruína?

Não ter coluna vertebral nem ponto.