Café se compra por hábito, não por persuasão. Um vídeo que tenta impressionar alguém sobre café leu a categoria errado; o trabalho é ganhar um lugar numa rotina que já existe.

Mostre a manhã, não o grão

Histórias de origem e notas de degustação importam para uma minoria pequena. O que move a maioria é ver alguém preparando do jeito que ela prepararia, numa cozinha parecida com a dela, nos dois minutos que ela realmente tem.

O custo de troca é o obstáculo real

A pessoa já tem um café que compra. O vídeo precisa dar um motivo para quebrar um hábito que funciona, e isso normalmente é praticidade, preço por xícara, ou algo que a opção atual faz mal. Sabor melhor sozinho raramente basta.

O inverno canadense é um contexto de café

Cinco meses em que uma bebida quente não é preferência mas necessidade, e um deslocamento que envolve um carro frio ou uma plataforma fria. Filmar esse contexto torna o produto necessário de um jeito que uma tomada de varanda no verão não consegue.

A assinatura é outro vídeo

Vender uma entrega recorrente significa responder outras perguntas: o que acontece se sobrar, dá para pausar, como cancelo. Um vídeo de assinatura que evita a pergunta do cancelamento faz supor que a resposta é ruim.

O equipamento e o café se vendem mutuamente

Moedores, máquinas e acessórios são compras de alta consideração em que o vídeo realmente decide, e puxam vendas de café atrás. Se uma marca vende os dois, o vídeo de equipamento costuma ser o de maior retorno.

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Perguntas frequentes

O que o vídeo deve mostrar?

A rotina, não a história de origem.

Qual é o obstáculo real?

Quebrar um hábito existente.

Por que filmar no inverno?

Torna a bebida quente necessária.

O que um vídeo de assinatura deve responder?

Como pausar e como cancelar.