Um restaurante costarriquenho tem dois públicos que quase nunca são atendidos pelo mesmo conteúdo: o vizinho que come ali no meio da semana e o visitante que passa uma vez. Confundi-los é o erro que mais custa mesas.
O que enche mesas no meio da semana
- O som. O corte, a crocância, a chapa. Em gastronomia o áudio trabalha mais que a imagem.
- O preço do prato feito ou do prato do dia. Visível. Não mostrar gera desconfiança imediata no público local.
- O percurso de chegada. Como é a entrada, onde se estaciona, como é a primeira mesa.
- O ambiente no horário real. Uma quarta ao meio-dia, com as pessoas que há de verdade. Um salão vazio filmado às quatro da tarde comunica o contrário.
- O prato que mais sai. Não o mais fotogênico.
O outro público: o visitante
Para o turista, o que funciona é diferente. Ele precisa saber se há cardápio em inglês, se aceitam cartão, se é picante, e o que exatamente é o prato típico local.
Esse conteúdo explicativo, em inglês, é o mais subaproveitado do setor na Costa Rica. Um vídeo de trinta segundos explicando o prato típico converte um visitante que de outro modo iria à rede internacional ao lado.
Não misture os dois públicos na mesma peça. Encomende duas, com a mesma gravação.
Quais criadores contratar
O criador local do cantão para o público de meio de semana. E para o visitante, um criador que grave em inglês com naturalidade.
E o formato que quase ninguém usa: o da equipe. O cozinheiro explicando por que prepara algo de certa maneira converte melhor que qualquer avaliação, e não depende de contratar ninguém.
O briefing que gera bom material
Inclua: quais pratos serão filmados, em que horário, o que mostrar do local, três ganchos, a menção de transparência e a lista do que não se pode afirmar sobre alérgenos.
O calendário costarriquenho
Os picos são a estação seca com o turismo, o Natal e o fim do ano, o Dia das Mães em agosto, e a Semana Santa.
Por onde continuar
Em gastronomia, o vídeo vende a primeira visita. Nosso guia completo de UGC para marcas explica o resto do processo.



