"Quanto é que cobro?" é a primeira pergunta de qualquer criador português, e não tem uma resposta única, porque um preço não é um número. São três linhas que se somam, e a maioria dos criadores orça a primeira e oferece as outras duas.
As três linhas
O vídeo em si. Os direitos de utilização. As variantes.
Orce só a primeira e vendeu um ficheiro ao preço de uma tarde, enquanto a marca o passa em publicidade paga durante um ano.
| O que está a ser comprado | Intervalo de orientação em Portugal |
|---|---|
| Um vídeo, uso orgânico nos canais da marca | 60 a 120 euros no início |
| O mesmo, com um portefólio a sério por trás | 120 a 250 euros |
| Um pacote de três a cinco vídeos | 300 a 700 euros |
| Direitos publicitários, por um período definido | Cobrados à parte, nunca incluídos por omissão |
| Uma variante de gancho no mesmo dia de filmagem | Um pequeno acréscimo, e o dinheiro mais fácil da profissão |
Veja isto como orientação, não como tabela. Estão abaixo do nível espanhol porque o poder de compra está, e quem cobra a Portugal como a Madrid perde o trabalho para quem não o fez.
A linha que decide o seu ano
Os direitos publicitários
Um vídeo que passa em publicidade trabalha durante meses e chega a um público que a marca pagou para alcançar. É um produto diferente de um post num feed orgânico, e cobra-se à parte com uma duração dita. Oferecê-lo dentro do preço base é o hábito mais caro desta profissão.
O prazo
Entregar em três dias em vez de dez vale dinheiro. Diga-o antes de aceitar, não depois, porque a urgência deixa de ser faturável no momento em que já disse que sim.
O erro que lhe põe um teto
Baixar o preço para conseguir um primeiro cliente. Em Portugal isso atrai sobretudo os clientes que também apertam no âmbito e nos prazos de pagamento, e a referência que lhe dão a seguir vale menos do que o desconto custou.
O melhor gesto num primeiro trabalho é manter o preço e encurtar o âmbito. Um vídeo em vez de três, mesma tarifa. Continua acessível e a sua tarifa fica intacta para a segunda encomenda.
Para continuar lendo
- Criadores UGC em Lisboa
- Criadores UGC no Porto
- Direitos de utilização UGC em Portugal: o que está mesmo a vender
- O mercado do UGC em Portugal
- O guia completo de UGC em Portugal
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Perguntas frequentes
Os direitos publicitários são sempre à parte?
Quase sempre. Confirme por escrito antes de filmar, não depois de entregar.
Devo baixar o preço para começar?
Encurte o âmbito em vez disso. Um desconto corrige-se mal no segundo trabalho.
Porque é que os preços portugueses estão abaixo dos espanhóis?
O poder de compra, e os orçamentos acompanham. A compensação é muito menos concorrência.