O erro mais frequente é achar que a etiqueta depende do que se disse do produto.

O criador raciocina assim: o vídeo era honesto, teria comprado a coisa de qualquer forma, até fez uma reserva, portanto não era mesmo publicidade. Nada disso é o critério.

A regra segue o pagamento

O que decide é a relação por trás da publicação, não a opinião que está lá dentro.

Se uma marca lhe deu alguma coisa e teve uma palavra a dizer sobre o que publicava, o conteúdo é publicidade e a audiência tem direito a sabê-lo antes de se envolver. O elogio ou a crítica não mudam a resposta, e a pequenez do acordo também não.

O que conta como ter recebido alguma coisa

O dinheiro é o caso óbvio e o que menos falha.

Aqueles em que os criadores tropeçam são os outros: um produto que lhe enviaram e ficou, um serviço que não pagou, um desconto que não estava aberto a toda a gente, uma viagem ou um bilhete para um evento, uma comissão sobre vendas pelo seu link, e o pagamento em visibilidade por uma marca com uma conta grande. Todos criam o vínculo que transforma a publicação em anúncio.

O valor não entra. Um artigo pequeno e um cachê grande estão do mesmo lado da linha.

O que não conta

Comprar o produto e falar dele, sem acordo e sem contacto com a marca, não é publicidade.

Receber um envio não solicitado que nunca aceitou destacar é uma zona cinzenta, e deixa de o ser no momento em que aceita um briefing, um prazo ou qualquer indicação sobre o conteúdo. Se falou com a marca sobre o que a publicação vai conter, já saiu de lá.

Quem responde quando corre mal

Esta é a parte que convém ler duas vezes, porque é aí que está o risco e ele não se reparte como os criadores supõem.

A ordem de uma marca não o defende

Às vezes uma marca pede para tirar a menção, propõe uma redação mais suave, ou diz que o departamento jurídico aprovou. Esse pedido não transfere a responsabilidade.

A Advertising Standards Authority pode nomear os criadores e fá-lo, não apenas os anunciantes, e uma decisão fica online com o seu nome, encontrável sem esforço por cada marca que depois pondere contratá-lo. O dano comercial dura muito mais do que o cachê do trabalho que o causou.

A resposta razoável a esse pedido é curta e não tem de ser um confronto: a menção fica, a conta é minha e a responsabilidade também, e não afeta o desempenho como pensam.

SituaçãoQuem pode ser nomeadoO que fazer antes de publicar
Campanha paga, a marca pede para tirar a mençãoOs doisPô-la e dizer-lhe que a pôs
Produto grátis que ficou, com briefingVocêPô-la, o valor é irrelevante
Link de afiliação com comissãoVocêDeclarar a relação comercial
Compra sua, sem contacto com a marcaNinguémNada, e que continue assim
A marca repartilha o seu vídeo sem a mençãoA marcaDizê-lo por escrito e guardar a mensagem

A última linha é a que surpreende. Também explica porque manter a conversa por escrito compensa o pequeno desconforto do momento.

Onde os criadores caem mesmo

Quase ninguém tem problemas com o vídeo principal. Os problemas vivem onde a menção não foi aplicada com constância.

As stories, as repartilhas e o link na bio

As stories carregam a mesma obrigação que as publicações e são o buraco mais frequente, porque parecem informais e desaparecem.

O outro buraco habitual é a segunda e a terceira publicação da mesma colaboração. O criador etiqueta a primeira e trata as seguintes como lembretes, quando cada peça é julgada por si. Vale igualmente para um comentário fixado, um link na bio que rende comissão, e um conteúdo que a marca pede para repartilhar semanas depois.

As fórmulas que não aguentam

Os marcadores vagos são a outra falha. Uma etiqueta que pode querer dizer qualquer coisa, uma menção enterrada no fim de uma legenda longa, uma abreviatura que a sua audiência não reconhece, ou uma declaração que só aparece em texto sobre um vídeo que a maioria vê sem ler.

A versão segura é simples, precoce e visível: a palavra publicidade, no início, na língua que a sua audiência fala mesmo. A ASA publica o CAP Code e as suas decisões, e ler duas ou três decisões da sua própria categoria ensina mais depressa do que qualquer resumo, este incluído.

Torne-a invisível, não discreta

O medo que atravessa tudo isto é que a menção custe desempenho. É preciso nomeá-lo, porque é ele que conduz as más decisões.

Na prática a menção não custa quase nada quando é banal, e custa caro quando é envergonhada. Um criador que começa pela palavra publicidade e logo a seguir faz algo interessante não perde ninguém. Um criador que dá voltas, se explica ou a esconde a meias sinaliza que há motivo para vergonha, e a audiência apanha a deixa.

Trate-a como um facto administrativo, como a data numa fatura. Não é a parte interessante do seu vídeo e não deve ser tratada como se fosse.

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Perguntas frequentes

A marca diz que o jurídico aprovou não pôr. Chega?

Não. A aprovação dela cobre a responsabilidade dela, não a sua, e a decisão levaria na mesma o seu nome. Ponha-a e diga apenas que a pôs.

Um produto oferecido que não pedi exige menção?

Se ficou com ele e publica no âmbito de um acordo ou de um briefing, sim. Se chegou sem ser pedido e publica sem contacto nem combinação, a situação é diferente, e o hábito mais seguro continua a ser declarar.

A menção tem de ser em inglês?

Tem de ser percebida pela audiência a que se dirige. Se publica para uma audiência britânica noutra língua, a declaração pertence também a essa língua, e acrescentar uma em inglês não custa nada.

Onde verifico as regras em vigor?

A ASA e o CAP Code são a referência, e são atualizados mais vezes do que a maioria dos resumos. Leia as decisões da sua categoria em vez de um guia geral, este incluído.

Fontes

Verificado em 27 de agosto de 2026. Limites e alíquotas mudam: se este guia e a fonte oficial divergirem, vale a fonte oficial.