UGC setor a setor em Portugal
Portugal exporta mais do que vende cá dentro, e isso muda o que as suas marcas esperam do vídeo: um produtor de cortiça ou uma quinta filma para um comprador noutro país, não para quem passa na rua ao lado. Ao lado disso vivem os setores que dependem de quem chega, do turismo e da restauração às clínicas e ao coworking, e compram num ritmo completamente diferente.
14 guias
Feito em Portugal fala de uma sala que o comprador nunca vai ver
Sapatos e roupa saem do Norte para compradores que nunca verão a fábrica. O vídeo que sustenta a etiqueta não é o que se costuma encomendar.
Mostre demais e substituiu a visita
Museus, visitas e monumentos vendem descoberta. Cada plano que revela torna o bilhete menos necessário, e ninguém planeia isso.
Não é preciso saber surfar para filmar marcas de surf
Ericeira, Peniche e Nazaré sustentam negócios a sério que compram vídeo. Estão cheios de imagens de ondas e falta-lhes o que vende mesmo.
Ninguém compra uma secretária, compra-se um dia
Um coworking concorre com um café e com a mesa da cozinha. Fotografias de secretárias bonitas perdem essa luta, e três perguntas nunca filmadas decidem-na.
O briefing diz: mostre como o serviço funciona
Não há nada para mostrar. Só esse facto explica porque é que o UGC de serviços acaba em explicação, e porque é que a explicação não resulta.
O mesmo sérum, dois compradores, uma só campanha que resulta
Em Portugal uma marca de cuidado chega à mesma cara por duas vias que não se parecem. O conteúdo que vende ao balcão falha na prateleira.
O seu comprador ainda não está no país
Escolas de línguas e serviços de instalação filmam para quem está a decidir se vem. Isso inverte o trabalho do vídeo, e quase ninguém o ajusta.
O único espectador que conta está a quinze minutos a pé
Um vídeo de restaurante visto cinquenta mil vezes longe vale menos do que um visto trezentas vezes ao lado. Isso muda tudo o que há para filmar.
O único setor em que um bom vídeo pode fazer mal a alguém
As clínicas privadas compram muito vídeo em Portugal, boa parte para pacientes estrangeiros. Quase todos os briefings partem do resultado, e é aí o erro.
Quando a matéria é o argumento, o vídeo substitui a mão
Cortiça, cerâmica e azulejo compram-se ao toque. Online ninguém toca, e isso muda o que a câmara tem de gravar e quem a deve segurar.
UGC para marcas de comércio eletrónico portuguesas
Abra as suas encomendas e ordene por país. Na maioria das marcas portuguesas a primeira linha não é Portugal, e isso muda todos os seus briefings.
UGC para startups em Portugal
O vídeo chega seis semanas depois do briefing. Entretanto lançou quatro versões e mudou o nome a uma funcionalidade. O vídeo está bom, e já está desatualizado.
UGC para turismo e hotelaria em Portugal
O vídeo que enche os seus quartos em agosto filma-se em março. A maioria dos estabelecimentos encomenda-o em junho.
Vinho e alimentar portugueses lá fora: o problema do nome
Alguém bebeu o seu vinho na terça, gostou, e na sexta não soube nomeá-lo. É esse todo o problema da exportação.