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Para criadores

Trabalhar como criador de UGC em Portugal

Aqui uma marca não pode pagar a quem não consegue emitir recibo verde, por isso a parte administrativa não é opcional e é a primeira a resolver. Depois as perguntas são práticas: quanto cobrar num mercado pequeno, como faturar a um cliente no estrangeiro, como construir um portefólio antes de alguém o ter contratado, e como manter os clientes que encontra.

28 guias

A data de filmagem é o dia em que a caixa está nas suas mãos

Metade dos atrasos deste ofício não são problemas de filmagem. O produto não tinha chegado, e ninguém tinha dito o que isso implicava.

A língua não é uma competência que se tem, é uma entrega que se orçamenta

Um criador português recebe quatro pedidos de língua diferentes e trata-os como um só. É por isso que tantas entregas voltam inúteis.

A semana em que um vídeo corre bem é a semana em que o contrato reabre

Chegam três pedidos ao mesmo tempo, e um criador contente concede-os todos numa mensagem entusiasmada antes de perceber que eram três negociações.

A sua melhor frase é provavelmente a terceira

É onde a pessoa se aquece, e é onde morrem bons brutos. A montagem de UGC é subtrativa, e quase todos os reflexos do programa são aditivos.

A sua primeira resposta é a única amostra de trabalho que eles têm

Uma marca que escolhe entre cinco criadores ainda não tem nenhuma entrega para julgar. Tem uma mensagem, e quase todos os criadores enviam a mesma.

A única coisa que não se arranja depois

Uma imagem um pouco escura salva-se na montagem. O som de uma divisão que ressoa não, e as casas portuguesas são feitas para o produzir.

Abrir atividade como criador UGC em Portugal

Os recibos verdes, o recibo que permite a uma empresa pagar-lhe, e as três decisões do dia em que abre atividade.

As duas piores horas para filmar em Portugal

São também as duas horas em que quase toda a gente está livre. A luz que todos aqui invejam é a que estraga as tomadas, e o conselho habitual piora tudo.

Aumentar o preço não é pedir mais, é vender outra coisa

O difícil nunca é o número. É que um cliente que pagava no ano passado tem de pagar mais por aquilo que parece ser o mesmo.

Conseguir os primeiros clientes UGC em Portugal

Os três canais que funcionam aqui, a mensagem que obtém resposta, e o que ter pronto antes de escrever à primeira marca.

Contar alterações não resolve nada, nomear a causa resolve

Duas alterações pela mesma razão são um só problema. Dez por dez razões são um briefing falhado. O que se fatura é a causa, nunca o clique.

Dois clientes num dia, e o risco não é o cansaço

O perigo de encadear filmagens é os dois vídeos parecerem-se. Mesma peça de cima, mesma parede, mesma luz, e duas marcas rivais reconhecem-se.

Em agosto vai parecer que o seu negócio está a afundar

Não está. O trabalho não desapareceu, mudou de sítio, e o erro caro é aquilo que fizer na terceira semana de silêncio.

Em Portugal o seu preço é público

Mais cedo ou mais tarde uma marca com quem nunca trabalhou vai citar-lhe um preço que deu a outra pessoa. Porquê, e o que fazer em vez de baixar.

Faturar a clientes estrangeiros a partir de Portugal

«Um cliente no estrangeiro» não existe. São três, e levam três faturas diferentes.

Faturar UGC em Portugal: IVA e retenção na fonte

O seu primeiro recibo verde vai pagar-lhe menos do que faturou. Não correu nada mal, e foi exatamente isto que aconteceu.

Fazer UGC em Portugal sem seguidores

A marca compra um vídeo, não uma audiência. O que substitui os seguidores, e o que um mercado pequeno como Portugal muda no arranque.

Fazer UGC sem pôr a cara

A resposta honesta não é um sim simples. Partindo do que a marca compra quando pede uma cara, vê-se o que a pode substituir e o que não pode.

Fazer um primeiro portefólio antes de alguém o contratar

Uma marca abre o seu melhor vídeo, vê o início, e depois desce para contar quantos mais existem. A segunda metade desta frase é o problema todo.

Ninguém escolheu ver, e ninguém ouve

Uma marca quer o seu vídeo no ecrã da loja. Ali são verdade três coisas que são falsas em todo o lado, e mudam a montagem.

O número que importa não é o valor

É a idade. O que resulta numa fatura de três semanas falha às dez, e em Portugal o atraso pode custar mais do que o próprio atraso.

O protagonista do seu vídeo não sabe ler o briefing

Qualquer outra filmagem tem alguém a quem pedir outra tomada. Aqui o ator principal é um cão que decidiu que a sessão acabou, e o relógio é seu.

O único vídeo que faz com data de morte

Um vídeo de um imóvel morre no dia em que o imóvel se vende, e toda a gente sabe isso ao filmá-lo. Fature-o assim, ou venda antes o que sobrevive.

Os seus direitos de utilização cobrem o vídeo, não as pessoas nele

As condições de entrega habituais fazem prometer que tinha todas as autorizações. Quase ninguém lê essa frase, e é a que morde.

Quanto cobrar por UGC em Portugal

O preço não é um número, são três linhas. É assim que se somam, e esta é a que quase toda a gente oferece.

Transformar um trabalho em cliente recorrente em Portugal

O melhor momento para vender os seus três meses seguintes foi vinte minutos depois de entregar, e passou-o aliviado.

Um mau cliente não custa dinheiro, custa o ano

Os sinais chegam todos nas três primeiras mensagens, antes de se combinar seja o que for. Lê-los são os dez minutos mais rentáveis deste ofício.

Uma sala cheia de clientes não é um cenário

Filmar num café, numa loja ou num restaurante enquanto está aberto tem três regras, e nenhuma é sobre a câmara.

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